A pesquisa realizada pela Quaest apontou que 62% dos eleitores do Rio de Janeiro consideram a violência o problema mais grave do estado. O levantamento foi divulgado na quarta‑feira, 23 de setembro, e abrangeu 29 municípios. Os dados refletem a percepção da população adulta, a partir de 16 anos, sobre os principais desafios da região.
Contexto da pesquisa
A Quaest conduziu 1.302 entrevistas presenciais, realizadas em domicílios entre os dias 19 e 22 de setembro. Cada entrevista seguiu um roteiro padronizado, garantindo a comparabilidade dos resultados em todo o estado. A amostra foi ponderada para representar adequadamente as diferentes regiões e faixas etárias.
O contrato da pesquisa foi fechado pela Globo, que buscava entender as prioridades dos eleitores antes das próximas eleições. O trabalho contou com supervisão metodológica rigorosa, margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os resultados foram registrados oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos RJ-04982/2026 e BR-08519/2026, assegurando transparência e rastreabilidade dos dados.
Principais problemas apontados
Além da violência, que lidera com 62% das respostas, a saúde aparece como segunda preocupação, citada por 14% dos entrevistados. A corrupção, embora menos mencionada, ainda preocupa 8% da população.
Outros temas, como educação, transporte e desemprego, ficaram abaixo da margem de erro e não foram destacados na divulgação oficial. Essa concentração nos três tópicos principais indica uma percepção de urgência em questões de segurança e bem‑estar.
- Violência: 62% dos eleitores
- Saúde: 14% dos eleitores
- Corrupção: 8% dos eleitores
Os números revelam um cenário em que a sensação de insegurança supera, de longe, outras demandas sociais. Mesmo em áreas com melhor infraestrutura, a percepção de risco permanece elevada.
Implicações políticas e sociais
Os candidatos e partidos que desejam obter apoio no Rio de Janeiro precisarão colocar a segurança pública no centro de suas propostas. Estratégias que ignorem esse ponto podem perder relevância perante um eleitorado que prioriza a redução da criminalidade.
Especialistas apontam que a violência tem efeitos colaterais, como diminuição do turismo, aumento dos custos de seguros e retração de investimentos. Assim, a questão vai além da segurança individual e impacta a economia regional.
Em resposta, autoridades municipais têm anunciado planos de reforço policial, investimentos em tecnologia de monitoramento e programas de prevenção ao crime. Contudo, a eficácia dessas medidas ainda será avaliada pelos próprios cidadãos.
Organizações da sociedade civil também têm se mobilizado, promovendo campanhas de conscientização e apoio a vítimas. A participação comunitária pode ser decisiva para criar ambientes mais seguros e resilientes.
Além disso, a saúde, embora em segundo lugar, merece atenção redobrada, sobretudo em áreas onde hospitais e unidades básicas enfrentam superlotação. A combinação de violência e problemas de saúde cria um ciclo de vulnerabilidade que dificulta a recuperação social.
A corrupção, ainda que menos citada, continua a minar a confiança nas instituições. Transparência nos gastos de segurança e saúde pode ser um caminho para reconquistar a credibilidade pública.
Os dados da Quaest também revelam diferenças regionais dentro do estado. Enquanto a Zona Oeste registrou maior incidência de crimes contra o patrimônio, a Baixada Fluminense destacou preocupações relacionadas à violência doméstica.
Essas nuances exigem políticas públicas adaptadas a cada realidade local, ao invés de soluções genéricas que podem não atender às especificidades de cada comunidade.
Para os eleitores, a pesquisa serve como um termômetro da realidade cotidiana. Muitos relataram que a sensação de insegurança afeta até decisões simples, como escolher rotas de deslocamento ou horários de lazer.
Na mídia, a divulgação dos resultados gerou debates acalorados entre especialistas, políticos e representantes da sociedade. Alguns defendem maior investimento em inteligência policial, enquanto outros ressaltam a necessidade de políticas sociais preventivas.
O debate também inclui a discussão sobre o papel da educação na redução da violência. Programas que promovam inclusão, cultura e esporte são citados como alternativas de longo prazo.
Em termos de comunicação, a Globo planeja usar os dados da Quaest em sua cobertura eleitoral, oferecendo análises aprofundadas e comparativos com pesquisas anteriores.
Os analistas de mercado apontam que a percepção de violência pode influenciar o comportamento de consumo, especialmente em setores como seguros, imobiliário e turismo interno.
Por fim, a pesquisa destaca a importância de ouvir a população de forma contínua. Dados atualizados permitem ajustes rápidos nas políticas públicas, aumentando a eficácia das ações governamentais.
Em síntese, a violência permanece como o principal desafio do Rio de Janeiro, segundo a maioria dos eleitores. Saúde e corrupção completam o trio de preocupações que moldam o debate político e social no estado.








