Na manhã da última quarta‑feira, 28 de agosto, a jornalista Miriam Leitão sentiu uma forte vertigem ao vivo na GloboNews, interrompendo a transmissão da edição das 18h. O episódio aconteceu ao vivo, no estúdio da emissora, e gerou dúvidas sobre o que realmente provoca essa sensação desconcertante.
O que é vertigem e como ela se manifesta
A vertigem é a percepção de que o ambiente ao redor está girando ou que o próprio corpo está em movimento, mesmo quando está parado. Essa sensação pode ser acompanhada de náuseas, suor frio e perda temporária do equilíbrio. Ela difere da simples tontura, que costuma ser descrita como um desmaio iminente ou visão turva ao mudar de posição.
Os sintomas costumam surgir de forma súbita e podem durar de alguns segundos a vários minutos. Em alguns casos, a pessoa sente que está flutuando ou que o chão desaparece sob os pés. Quando a vertigem é intensa, a pessoa busca apoio imediato para evitar quedas.
Vertigem, tontura e labirintite: entenda as diferenças
Embora os termos sejam usados de forma intercambiável no cotidiano, a medicina os diferencia claramente. A tontura, também chamada de “tonteira” no Rio de Janeiro, engloba sensações de desmaio, queda de pressão ou visão turva ao levantar‑se rapidamente.
Já a vertigem está diretamente ligada ao labirinto, a estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio. Quando o labirinto é afetado, o cérebro recebe informações conflitantes sobre a posição do corpo, gerando a impressão de que tudo está girando.
Labirintite, por sua vez, refere‑se à inflamação do labirinto, geralmente causada por infecção. É uma condição rara e costuma ocorrer apenas uma vez na vida, diferentemente das crises recorrentes de vertigem que podem ter outras origens.
Principais causas e gatilhos da vertigem
Vários fatores podem desencadear episódios de vertigem. Entre as causas mais comuns estão:
- Doenças do labirinto, como a doença de Ménière.
- Migrânea vestibular, associada à enxaqueca.
- Infecções virais que afetam o ouvido interno.
- Problemas circulatórios que reduzem o fluxo sanguíneo ao cérebro.
Além das condições clínicas, alguns gatilhos podem precipitar crises em pessoas predispostas:
- Estresse emocional intenso.
- Jejum prolongado ou alimentação irregular.
- Consumo excessivo de cafeína ou chocolate.
- Movimentos bruscos da cabeça, como ao virar rapidamente.
É importante notar que os gatilhos variam de pessoa para pessoa, e nem todos os pacientes apresentam os mesmos fatores desencadeantes.
Como agir durante um episódio de vertigem
Ao sentir os primeiros sinais de vertigem, a recomendação médica é buscar apoio imediatamente. Apoiar-se em um objeto firme, como uma bancada ou um colega, reduz o risco de quedas.
Manter a calma também ajuda a limitar a sensação de desorientação. Respirar profundamente e focar em um ponto fixo pode diminuir a intensidade dos sintomas.
Se a crise durar mais de alguns minutos ou vier acompanhada de vômito intenso, perda auditiva ou zumbido, é essencial procurar atendimento médico de urgência.
Para quem tem histórico de vertigem, como Miriam Leitão, o acompanhamento regular com um otorrinolaringologista é fundamental. O especialista pode prescrever medicações, como betahistina ou vestibular‑reabilitação, e orientar sobre mudanças de estilo de vida.
Algumas medidas preventivas incluem evitar mudanças bruscas de postura, manter hidratação adequada e reduzir o consumo de estimulantes. Praticar exercícios de equilíbrio, como yoga ou tai chi, também pode fortalecer o sistema vestibular.
Em situações de trabalho ao vivo, como no caso da apresentadora, ter um plano de ação pré‑estabelecido facilita a condução da transmissão. Informar a equipe de produção sobre a condição permite que, em caso de crise, o apresentador seja rapidamente assistido sem causar interrupções abruptas.
Por fim, a conscientização sobre a diferença entre vertigem, tontura e labirintite ajuda a população a buscar o diagnóstico correto. O diagnóstico precoce permite tratamento adequado e diminui a frequência das crises.








