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Variações de apoio a Lula e Flávio Bolsonaro nos três maiores colégios eleitorais nas últimas semanas

As pesquisas Datafolha realizadas entre 8 de setembro e 2 de outubro de 2026 revelam como mudaram as intenções de voto para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os dados mostram oscilações diferentes em cada região, tanto no primeiro quanto no segundo turno, indicando um cenário eleitoral ainda em formação.

Desempenho em São Paulo

Em São Paulo, Flávio Bolsonaro manteve a liderança nas três rodadas de primeiro turno, embora a vantagem tenha variado ao longo do período analisado. Na primeira pesquisa, divulgada em 12 de setembro, o candidato do PL registrou 35% contra 33% de Lula, uma diferença de dois pontos percentuais.

Na segunda rodada, de 25 de setembro, Flávio avançou para 38%, ampliando a margem para cinco pontos, enquanto Lula permaneceu estável em 33%.

Na última pesquisa, de 2 de outubro, Lula subiu para 38%, igualando a pontuação de Flávio, que chegou a 39%, reduzindo a diferença para apenas um ponto.

  • 12/09 – Flávio 35%, Lula 33% (diferença de 2 pp)
  • 25/09 – Flávio 38%, Lula 33% (diferença de 5 pp)
  • 02/10 – Flávio 39%, Lula 38% (diferença de 1 pp)

No cenário do segundo turno, Flávio começou com 47% em 12 de setembro, subiu para 49% em 25 de setembro e recuou levemente para 48% em 2 de outubro. Lula, por sua vez, iniciou com 42%, caiu para 41% e terminou em 45%.

Assim, entre a primeira e a última rodada, Lula ganhou três pontos percentuais no segundo turno, enquanto Flávio avançou apenas um ponto, mantendo a disputa dentro da margem de erro de três pontos.

Cenário em Minas Gerais

Minas Gerais apresentou um panorama distinto, com Lula liderando em todas as três pesquisas de primeiro turno. Em 12 de setembro, o petista registrou 37% contra 35% de Flávio, já na segunda rodada, de 25 de setembro, a vantagem aumentou para 39% contra 37%.

A pesquisa mais recente, de 2 de outubro, mostrou Lula em 42% e Flávio em 36%, ampliando a diferença para seis pontos percentuais.

  • 12/09 – Lula 37%, Flávio 35% (diferença de 2 pp)
  • 25/09 – Lula 39%, Flávio 37% (diferença de 2 pp)
  • 02/10 – Lula 42%, Flávio 36% (diferença de 6 pp)

No segundo turno, a disputa foi mais apertada. Em 12 de setembro, Lula tinha 46% e Flávio 45%. Em 25 de setembro, Flávio virou a liderança com 46% contra 44% de Lula. Contudo, em 2 de outubro, Lula recuperou a vantagem, atingindo 48% enquanto Flávio recuou para 44%.

Essas variações revelam uma região ainda volátil, onde pequenas mudanças na percepção dos eleitores podem inverter o resultado final.

Dinâmica no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro liderou consistentemente nas três rodadas, tanto no primeiro quanto no segundo turno. No primeiro turno, ele registrou 39% em 12 de setembro, superando os 35% de Lula.

Em 25 de setembro, Flávio avançou para 44% enquanto Lula subiu para 38%. Na última pesquisa, de 2 de outubro, Flávio chegou a 45% e Lula permaneceu em 38%.

  • 12/09 – Flávio 39%, Lula 35% (diferença de 4 pp)
  • 25/09 – Flávio 44%, Lula 38% (diferença de 6 pp)
  • 02/10 – Flávio 45%, Lula 38% (diferença de 7 pp)

No segundo turno, Flávio começou com 49% em 12 de setembro, subiu para 51% em 25 de setembro e manteve 51% em 2 de outubro. Lula, por sua vez, passou de 41% para 42% e permaneceu estável.

Entre a primeira e a última rodada, Flávio acumulou dois pontos percentuais no segundo turno, enquanto Lula avançou apenas um ponto, reforçando a liderança do candidato do PL no estado.

Os números de cada pesquisa foram coletados com amostras de 1.204 eleitores em São Paulo e 1.610 eleitores em Minas Gerais, todas com margem de erro de três pontos percentuais (São Paulo) ou dois pontos percentuais (Minas Gerais) e nível de confiança de 95%.

Em São Paulo, a pesquisa de 12 de setembro foi realizada entre 8 e 10 de setembro (registro BR-03022/2026). A de 25 de setembro contou com entrevistas entre 22 e 24 de setembro (registro BR-06824/2026) e a de 2 de outubro foi feita entre 28 de setembro e 1º de outubro (registro BR-00950/2026).

Em Minas Gerais, a pesquisa de 12 de setembro ouviu eleitores entre 8 e 10 de setembro (registro BR-03904/2026), a de 25 de setembro entre 22 e 23 de setembro (registro BR-09355/2026) e a de 2 de outubro entre 28 e 30 de setembro (registro BR-02676/2026).

Esses detalhes metodológicos reforçam a confiabilidade dos resultados, embora a proximidade das margens de erro exija cautela ao interpretar pequenas variações.

Além dos números, a análise das tendências indica que o candidato do PL tem conseguido consolidar apoio em São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente entre eleitores mais jovens e nas áreas urbanas, enquanto Lula mantém vantagem em Minas Gerais, possivelmente impulsionado por sua base tradicional nas regiões rurais e em cidades de médio porte.

Especialistas apontam que a diferença de desempenho entre os estados pode estar relacionada a fatores como a presença de projetos de governo local, a percepção sobre segurança pública e a influência de lideranças regionais.

Em São Paulo, a campanha de Flávio tem enfatizado a continuidade das políticas de segurança adotadas por seu pai, enquanto Lula tem focado em propostas de expansão de programas sociais e investimentos em infraestrutura.

No Rio de Janeiro, a questão da segurança também tem sido central, com Flávio Bolsonaro ganhando apoio de eleitores que priorizam a repressão ao crime, enquanto Lula tem buscado atrair eleitores com promessas de retomada econômica e apoio a trabalhadores informais.

Em Minas Gerais, a campanha de Lula tem sido reforçada por alianças com lideranças locais e por uma agenda de desenvolvimento regional que inclui investimentos em energia e mineração, setores estratégicos para a economia do estado.

Os analistas ressaltam que, embora as pesquisas mostrem tendências claras, o cenário ainda pode mudar rapidamente, sobretudo diante de possíveis debates, eventos de campanha e a divulgação de novos dados econômicos.

Portanto, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece acirrada e altamente dependente das estratégias de campanha, da mobilização de bases regionais e da capacidade de cada candidato de ampliar seu apelo para eleitores indecisos.

Com as próximas semanas se aproximando do início da campanha oficial, os números divulgados pelo Datafolha servirão como referência para ajustes de estratégia, alianças políticas e decisões de investimento em mídia, tanto para o PT quanto para o PL.

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