Na manhã da última quarta‑feira (28), o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à ida do senador Flávio Bolsonaro aos EUA. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva na base aérea Andrews, em Maryland. O anúncio gerou grande repercussão nos dois países.
A aprovação de Trump e o apoio diplomático americano
Ao ser questionado pelos repórteres, Trump reforçou que entende a necessidade de Flávio Bolsonaro viajar ao exterior para tratar de assuntos pessoais e políticos. Ele ressaltou que o governo dos EUA está disposto a facilitar a entrada de autoridades estrangeiras que não representem risco de segurança.
Na mesma semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos comunicou que concederá vistos de entrada ao senador e à sua família. O comunicado oficial não especificou se o senador já havia desembarcado em solo americano, mas garantiu que a documentação está em ordem.
Fontes da Reuters e do The New York Times, citadas em reportagens recentes, confirmaram que Flávio deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos. As informações foram obtidas a partir de contatos anônimos que acompanharam a movimentação do senador nas fronteiras sul do país.
A rota de fuga e a passagem pela Argentina
Após ser intimado pelo ministro Alexandre de Moraes a entregar seus passaportes, Flávio Bolsonaro optou por buscar alternativas de deslocamento. O STF determinou que o senador entregasse os documentos na noite de domingo (25), mas o prazo expirou sem que a entrega fosse concluída.
Na madrugada de quarta‑feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou a entrada de Flávio e de três parentes pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones. O registro indica que a travessia ocorreu às 22h50, horário local.
Os quatro viajantes apresentaram documentos válidos e não foram impedidos de entrar no território argentino. O órgão migratório destacou que nenhum impedimento legal foi identificado no momento da inspeção.
- Flávio Nantes Bolsonaro
- Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro
- Carolina Figueira Bolsonaro
- Luiza Figueira Bolsonaro
O site argentino Infobae informou que o senador teria utilizado seu documento de identidade ao cruzar a fronteira com Puerto Iguazú. Essa estratégia evitou a necessidade de apresentar o passaporte que ainda não havia sido entregue à Polícia Federal.
Segundo a BBC News, Flávio chegou à Flórida, nos Estados Unidos, onde se encontrou com seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O encontro foi descrito como privado e sem a presença de imprensa.
Investigações que cercam o senador
Paralelamente à viagem, Flávio Bolsonaro continua sendo alvo de duas investigações distintas. A primeira está vinculada a um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas do advogado Willer Tomaz e casas de apostas.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes como medida cautelar dentro desse processo. O objetivo seria impedir que o senador fugisse antes da conclusão das investigações.
- Lavagem de dinheiro em suposto esquema envolvendo empresas de Willer Tomaz e casas de apostas.
- Financiamento irregular da produção cinematográfica “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.
Flávio e Willer Tomaz confirmam ser amigos, mas negam qualquer vínculo societário ou participação em atividades ilícitas. Ambos afirmam que as acusações são motivadas por perseguição política.
Em outro inquérito, a Polícia Federal apura possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”. O longa‑metragem, que narra a história do ex‑presidente Jair Bolsonaro, teria recebido recursos de fontes ainda não esclarecidas.
Os procuradores ainda investigam se houve uso de dinheiro público ou desvios de recursos privados para custear a produção. Até o momento, não há indícios conclusivos que comprovem irregularidades.
Repercussões políticas no Brasil
A aprovação de Trump gerou reações intensas entre os partidos brasileiros. Enquanto aliados de Flávio celebraram o apoio externo, opositores questionaram a legitimidade da viagem diante das investigações em curso.
Especialistas em relações internacionais destacam que a postura de Trump pode ser vista como uma tentativa de influenciar o cenário político brasileiro. O ex‑presidente costuma apoiar figuras alinhadas ao seu espectro conservador.
Além disso, a decisão de Moraes de exigir a entrega dos passaportes foi interpretada como um sinal de que o Judiciário não tolerará tentativas de fuga. A medida reforça a importância da cooperação entre as autoridades brasileiras e estrangeiras.
Por fim, a situação ilustra como questões jurídicas, diplomáticas e midiáticas podem convergir em um único caso de alto perfil. O desenrolar dos processos judiciais ainda determinará o futuro político de Flávio Bolsonaro.








