Neste domingo, 25 de outubro de 2026, mais de 150 milhões de brasileiros foram às urnas para decidir o futuro do país no segundo turno da eleição presidencial. A disputa se resumiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), em um embate que mobilizou todo o território nacional.
A corrida presidencial e o panorama nacional
Logo após a abertura das seções eleitorais, às 8h da manhã, o clima nas capitais e nas cidades do interior foi de expectativa e tensão. Enquanto as urnas digitais registravam cada voto, as redes sociais se encheram de análises, projeções e comentários de especialistas. A cobertura ao vivo da VEJA+TV trouxe repórteres de diferentes regiões, garantindo que o eleitorado acompanhasse cada detalhe da apuração.
Ao longo da manhã, surgiram os primeiros números parciais, indicando vantagem para o candidato do PT. Contudo, a margem ainda era estreita, e os analistas alertaram para a importância dos estados decisivos que ainda não haviam concluído a votação.
Desdobramentos nos estados e desafios logísticos
Além da disputa presidencial, o segundo turno também foi marcado por eleições para governador em seis unidades da federação. O Distrito Federal e os estados de Espírito Santo, Amazonas, Acre, Tocantins e Rio Grande do Norte participaram do mesmo pleito, ampliando a complexidade da apuração.
- Distrito Federal
- Espírito Santo
- Amazonas
- Acre
- Tocantins
- Rio Grande do Norte
Em várias cidades, as condições climáticas adversas dificultaram o deslocamento dos eleitores. No Rio Grande do Sul, chuvas intensas provocaram alagamentos e interrupções nas vias de acesso, gerando preocupação entre os organizadores. O governador gaúcho, Eduardo Leite, afirmou que não havia relatos de impedimento ao voto, apesar das adversidades.
Na Bahia, a situação foi ainda mais delicada. Denúncias de bloqueio de ônibus eleitorais levaram o governador Jerônimo Rodrigues a autorizar o uso de viaturas policiais para garantir o transporte dos eleitores até as seções. Essa medida foi citada como um dos fatores que motivaram a intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) na extensão do horário de votação.
Decisões judiciais e intervenções das autoridades
Por volta das 17h, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu a transmissão em tempo real da apuração, atendendo a uma liminar do STF que determinou a pausa até que fossem avaliadas as denúncias de irregularidades. Na ocasião, apenas 0,25% das urnas haviam sido contabilizadas, e o candidato do PT liderava com 57,66% dos votos contra 42,34% do candidato do PL.
Às 18h10, os ministros Cristiano Zanin e Nunes Marques esclareceram que a prorrogação do horário de votação, que se estendeu até as 19h, seria válida apenas nas seções que ainda não haviam encerrado o processo. As urnas já fechadas continuariam sendo apuradas normalmente, garantindo a integridade dos resultados já registrados.
Enquanto isso, a polícia federal conduziu 60 pessoas à delegacia sob suspeita de crimes eleitorais, destacando a violação ao sigilo do voto como o delito mais frequente, com 27 casos identificados. Sete inquéritos foram abertos para investigar possíveis fraudes e coação de eleitores.
O Partido dos Trabalhadores (PT) também acionou companhias aéreas, alegando que cancelamentos de voos poderiam prejudicar o comparecimento de eleitores em regiões mais distantes. A medida foi tomada após denúncias de internautas que relataram dificuldades para chegar às urnas devido à falta de transporte aéreo.
Nos municípios de São Gonçalo (RJ) e Maricá (RJ), prefeituras de partidos diferentes (PL e PT) relataram problemas com o transporte coletivo, suscitando suspeitas de tentativa de obstrução de eleitores. As autoridades locais abriram investigações para apurar se houve interferência deliberada no processo eleitoral.
Ao final do dia, com a conclusão da prorrogação e a retomada da transmissão dos resultados, o panorama mostrou um cenário ainda competitivo, mas com tendência de consolidação da liderança do candidato do PT. A contagem final foi concluída nas primeiras horas da manhã seguinte, confirmando a vitória presidencial e definindo os novos governadores dos estados em disputa.








