Roberta Luchsinger, advogada investigada por suposto tráfico de influência, divulgou neste domingo um novo vídeo reforçando as acusações feitas em entrevista à CNN. Ela afirmou que possui provas que ainda não foram apresentadas publicamente e que os fatos remontam a encontros realizados em Brasília nos últimos meses. O conteúdo do vídeo já circula nas redes sociais, ampliando o debate sobre a investigação em curso.
Contexto da entrevista e da nova gravação
A entrevista concedida à CNN aconteceu na última semana, quando Roberta detalhou encontros entre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e ministros do governo. Na ocasião, ela acusou o presidente Lula de mentir sobre a existência de tais reuniões. A gravação de domingo serve como resposta às críticas recebidas após a entrevista, especialmente das acusações de “pilantra” feitas pelo próprio presidente.
Roberta explicou que, ao ser questionada sobre as acusações, optou por não revelar todos os detalhes porque três inquéritos correm em segredo de justiça. Ela ressaltou que as informações que já divulgou estão contidas nesses processos e que possui documentos que comprovam suas alegações.
Os inquéritos da Polícia Federal
Segundo o executivo Edson Claro, citado pela Polícia Federal, Fábio Luís receberia uma mesada de R$ 300 mil do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O pagamento seria intermediado por Roberta, que teria facilitado o acesso a ministros para negócios privados.
A PF está investigando se há tráfico de influência, ou seja, se a advogada utilizou sua proximidade com autoridades para obter vantagens indevidas. Os três inquéritos abrangem diferentes aspectos: o primeiro trata da suposta mesada, o segundo investiga a locação de imóvel em Brasília para encontros, e o terceiro analisa possíveis favorecimentos a empresas ligadas ao empresário mencionado.
- Inquérito 1: suposta mesada de R$ 300 mil.
- Inquérito 2: uso de imóvel para reuniões secretas.
- Inquérito 3: favorecimento a empresas do setor de seguros.
Reação do presidente e das redes sociais
Lula, ao ser questionado sobre a relação com a advogada, negou qualquer vínculo, embora existam fotografias que mostram ambos próximos, inclusive com gestos que remetem à campanha do petista. O presidente classificou Roberta de “pilantra” e afirmou que não há base para as acusações.
Nas redes sociais, o vídeo de Roberta gerou milhares de visualizações e comentários polarizados. Alguns usuários defendem a coragem da advogada ao enfrentar o governo, enquanto outros a acusam de manipular informações para benefício próprio. A advogada declarou que recebeu mensagens tentando desacreditá‑la e que está preparada para enfrentar qualquer tentativa de intimidação.
O que a advogada prometeu revelar
Roberta enfatizou que o que foi divulgado até agora representa menos de 1 % do que ela sabe. Ela afirmou que, se alguém tentar “bater” nela, enfrentará consequências, mostrando determinação em continuar a expor o que entende ser um esquema de corrupção.
Ela também deixou no ar a possibilidade de divulgar documentos e gravações que, segundo ela, comprovariam a existência de acordos entre o filho do presidente e empresários ligados a ministérios. Até o momento, nenhum desses documentos foi apresentado oficialmente.
O caso continua a evoluir, e a sociedade acompanha atentamente os desdobramentos. A expectativa é que, ao final das investigações, sejam esclarecidos os reais papéis de cada um dos envolvidos e que a justiça determine as medidas cabíveis.








