Uma pesquisa recente divulgada na manhã desta terça-feira, 29 de setembro, trouxe novos números sobre a disputa pelo governo do Rio de Janeiro. O levantamento, realizado entre 25 e 28 de setembro, aponta Eduardo Paes (PSD) na liderança com 34% das intenções de voto, enquanto Douglas Ruas (PL) aparece em segundo lugar com 25%. O estudo foi encomendado pela Globo e registrado no TSE sob o protocolo RJ-04419/2026.
Cenário atual da corrida
Os números apontam para um cenário competitivo, onde a diferença entre os dois candidatos principais diminuiu em relação ao levantamento anterior, realizado em 23 de setembro. Naquele momento, Paes acumulava 36% e Ruas 23%, o que gerava uma vantagem de 13 pontos percentuais. Agora, a margem caiu para 9 pontos, indicando que a disputa está se intensificando.
Além dos dois principais, o candidato Garotinho (Republicanos) aparece com 9% das intenções de voto, um leve aumento em relação ao levantamento anterior, quando registrava 8%. O registro da candidatura de Garotinho foi indeferido pelo TRE do Rio, mas o candidato pretende recorrer ao TSE para tentar reverter a decisão.
- Eduardo Paes (PSD) – 34%
- Douglas Ruas (PL) – 25%
- Garotinho (Republicanos) – 9%
A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança adotado pelos pesquisadores é de 95%. Isso significa que os resultados podem variar dentro desse intervalo, mas ainda fornecem uma boa indicação das tendências eleitorais.
Variações entre os levantamentos
Quando a pesquisa exclui o candidato Garotinho, os números mudam ligeiramente. Nesse cenário hipotético, Paes sobe para 35% e Ruas para 26%. Essa variação demonstra como a presença de um terceiro candidato pode influenciar a distribuição de votos entre os dois principais concorrentes.
Os dados também foram analisados para um possível segundo turno entre Paes e Ruas. Nessa simulação, Paes alcança 43% das intenções de voto, enquanto Ruas chega a 33%. No levantamento anterior, os números eram 44% para Paes e 31% para Ruas, indicando uma leve melhoria para o candidato do PL quando o cenário de segundo turno é considerado.
Essas flutuações são relevantes para as estratégias de campanha, pois mostram que pequenas mudanças no cenário político podem alterar significativamente a percepção de força dos candidatos.
Implicações para o segundo turno
Se a disputa avançar para um segundo turno, os candidatos precisarão reavaliar suas alianças e estratégias de mobilização. O aumento de 2 pontos percentuais de Ruas na simulação sem Garotinho pode indicar que ele tem potencial para captar eleitores indecisos ou aqueles que ainda não definiram sua preferência.
Por outro lado, Paes mantém uma liderança consistente, mas a diferença de 10 pontos no segundo turno ainda é considerada estreita em termos eleitorais. Isso abre espaço para campanhas intensas de convencimento, debates e negociações de apoio de lideranças regionais.
Os analistas políticos ressaltam que a proximidade dos números pode levar a uma maior polarização nas redes sociais, bem como a um aumento no investimento em publicidade digital e offline por parte das campanhas.
Além disso, a decisão judicial sobre a candidatura de Garotinho pode ter um efeito cascata nos resultados finais. Caso o candidato consiga reverter o indeferimento, ele pode retirar votos tanto de Paes quanto de Ruas, alterando novamente o equilíbrio da disputa.
Os eleitores entrevistados foram 1.302, um número considerado representativo para o estado do Rio de Janeiro. A amostra foi selecionada de forma a refletir a diversidade demográfica, incluindo diferentes faixas etárias, níveis de renda e regiões geográficas.
Os entrevistadores seguiram um roteiro padronizado, garantindo que as respostas fossem coletadas de maneira imparcial e que os participantes tivessem tempo suficiente para expressar sua preferência sem pressões externas.
Os resultados também apontam para tendências de voto por idade. Eleitores mais jovens, entre 18 e 30 anos, mostraram maior inclinação para Douglas Ruas, enquanto eleitores acima de 50 anos mantiveram maior confiança em Eduardo Paes. Essa divisão etária pode influenciar a forma como as campanhas segmentam suas mensagens.
Em termos de gênero, as mulheres apresentaram uma leve vantagem para Paes, enquanto os homens se mostraram mais divididos entre os dois candidatos. Essa diferença pode ser explorada nas próximas semanas, com mensagens específicas que abordem questões de segurança, saúde e educação.
Outra variável analisada foi a localização urbana versus rural. Nas áreas metropolitanas, como a capital, Ruas ganhou terreno, enquanto nas cidades do interior, Paes manteve uma vantagem mais sólida. Essa disparidade geográfica destaca a necessidade de visitas presenciais e encontros com lideranças locais.
Os especialistas em comunicação política sugerem que o uso de storytelling nas campanhas pode ser decisivo. Narrativas que conectem a trajetória pessoal dos candidatos com as necessidades da população tendem a gerar maior engajamento e, consequentemente, maior intenção de voto.
Além disso, a presença nas redes sociais continua sendo um fator crítico. Dados de monitoramento digital indicam que Douglas Ruas tem registrado um crescimento significativo de seguidores nas plataformas Instagram e TikTok, enquanto Paes mantém uma base mais consolidada no Facebook e no YouTube.
O investimento em anúncios pagos também tem sido analisado. Relatórios internos de agências de mídia mostram que o orçamento destinado a anúncios no Google Ads e no Facebook Ads está sendo redistribuído para formatos de vídeo curto, visando captar a atenção de eleitores mais jovens.
Outro ponto relevante é a participação de figuras públicas e influenciadores nas campanhas. Alguns influenciadores digitais já declararam apoio a um dos candidatos, o que pode influenciar a opinião de seus seguidores e, potencialmente, mudar a dinâmica da corrida.
Os sindicatos e movimentos sociais também desempenham um papel importante. Enquanto alguns sindicatos de trabalhadores têm se alinhado com Paes, movimentos estudantis e de direitos humanos têm demonstrado maior simpatia por Ruas.
Em termos de política pública, as propostas de Paes focam em infraestrutura urbana, segurança pública e retomada econômica pós-pandemia. Já Ruas tem enfatizado reformas no sistema de saúde, educação e políticas de inclusão social.
Essas diferenças de agenda podem atrair eleitores com prioridades distintas, reforçando a importância de entender o perfil do eleitorado em cada região.
Por fim, a pesquisa destaca que a decisão final dos eleitores ainda está em aberto. Com a proximidade da data da eleição, campanhas, debates e eventos de mobilização terão papel fundamental para consolidar ou mudar as intenções de voto registradas até agora.








