Lula (PT) registrou uma queda de mais de 3,3 milhões de votos no primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo, 4 de outubro, em todo o território nacional. O recuo mais acentuado aconteceu nos dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais, que juntos somam mais de 30% dos eleitores. Essa perda de apoio coloca o presidente em uma posição delicada para o segundo turno, agendado para 25 de outubro.
Desempenho geral no primeiro turno de 2026
Com 99,9% das urnas apuradas, Lula obteve 53.879.538 votos, correspondendo a 45,16% do total válido. Seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), ficou à frente com 56.104.503 votos, ou 47,03%, reduzindo a margem que o petista tinha em 2022. Naquele pleito, Lula havia conquistado 57.259.504 votos (48,43%) contra 43,2% de Jair Bolsonaro.
O resultado evidencia um cenário de alta competitividade, com a diferença de votos entre os candidatos estreitando significativamente em relação ao pleito anterior. Analistas apontam que a queda de apoio em regiões estratégicas pode ser decisiva para a disputa final.
Quedas nos maiores colégios eleitorais: São Paulo e Minas Gerais
São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, registrou uma diminuição de quase 1 milhão de votos para Lula, comparado ao primeiro turno de 2022. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, também apresentou queda substancial, embora menos acentuada que a de São Paulo.
Os números detalhados são:
- São Paulo: perda de 987.642 votos
- Minas Gerais: perda de 421.517 votos
- Bahia: queda de 215.874 votos
- Rio de Janeiro: redução de 198.310 votos
- Paraná: diminuição de 173.452 votos
Essas reduções refletem mudanças no comportamento do eleitorado urbano e nas áreas tradicionalmente favoráveis ao PT, que agora mostram sinais de desgaste.
Ganhos pontuais e variações em outros estados
Apesar da queda geral, Lula conseguiu avançar em alguns estados, ainda que de forma tímida. O Amazonas foi o estado que mais aumentou o número de votos, com um acréscimo de 27.312 votos em relação a 2022.
Outros ganhos relevantes incluem:
- Sergipe: +27.303 votos
- Distrito Federal: +26.093 votos
- Roraima: ligeiro aumento, porém insuficiente para superar Flávio Bolsonaro
- Acre: aumento moderado, mas ainda abaixo da marca de Bolsonaro
Esses ganhos, embora positivos, não foram suficientes para compensar as perdas nos colégios eleitorais mais influentes.
Implicações para o segundo turno e perspectivas políticas
A queda de votos nos principais estados coloca Lula em uma corrida mais apertada para o segundo turno. O candidato precisará reconquistar eleitores descontentes e ampliar sua base em regiões onde ainda tem margem de crescimento.
Especialistas sugerem que a estratégia do petista deve focar em:
- Reforçar a mensagem de estabilidade econômica e programas sociais
- Buscar alianças com lideranças locais nos estados onde houve recuo
- Intensificar a presença nas mídias digitais para mobilizar eleitores jovens
Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro pode explorar a percepção de perda de apoio de Lula para consolidar sua base e atrair eleitores indecisos. O cenário permanece volátil, e o resultado final dependerá da capacidade de cada candidato de mobilizar seu eleitorado nas próximas duas semanas.








