A última pesquisa nacional da Quaest será publicada no sábado, 3 de outubro, um dia antes da votação do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento traz as intenções de voto para presidente e inclui um teste de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A coleta de dados ocorreu nos dias 2 e 3 de outubro, em todo o território brasileiro.
Contexto da pesquisa
Nas semanas que antecedem o pleito, as pesquisas de opinião têm mostrado uma redução da distância entre os dois principais candidatos. A edição anterior da Quaest, divulgada em 21 de setembro, registrou Lula com 37% das intenções de voto e Flávio com 33%. Quando simulada a disputa de segundo turno, os números se inverteram levemente, com 42% para Flávio e 41% para Lula, indicando um empate técnico nos dois cenários.
Esses indicadores despertam interesse tanto entre analistas políticos quanto entre as campanhas, porque sugerem que a corrida pode ser decidida nos últimos dias de campanha ou, até mesmo, no primeiro turno, caso um dos candidatos alcance a maioria absoluta.
Metodologia e abrangência
A pesquisa foi encomendada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações, e segue rigoroso plano amostral. Foram realizadas 3.702 entrevistas presenciais e domiciliares com eleitores a partir de 16 anos, distribuídas proporcionalmente entre municípios e setores censitários, respeitando cotas de sexo, idade, renda e escolaridade.
O nível de confiança declarado é de 95%, com margem de erro de aproximadamente dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02197/2026.
- Entrevistas presenciais em áreas urbanas e rurais.
- Seleção aleatória de municípios e setores censitários.
- Cotas de sexo, faixa etária, renda e nível de escolaridade.
- Aplicação de questionário estruturado em duas fases.
O que será testado na rodada
O questionário da Quaest inicia perguntando ao entrevistado em quem pretende votar, sem apresentar lista de candidatos. Em seguida, apresenta um cenário estimulado que inclui apenas Lula e Flávio Bolsonaro, além das opções de voto branco, nulo, abstenção e indecisão.
Os respondentes também indicarão se sua escolha é definitiva ou se ainda pode mudar antes da eleição. Outra pergunta investiga se o eleitor mudaria de voto caso a disputa fosse decidida já no primeiro turno, e, nesse caso, para qual alternativa migraria.
Além do confronto direto entre os dois candidatos, a pesquisa inclui questões sobre o debate presidencial transmitido pela Globo na quinta‑feira anterior à votação. Os entrevistados indicarão se assistiram ao debate ao vivo, se o acompanharam posteriormente via internet ou aplicativo, e qual dos participantes consideraram o melhor desempenho.
Outras perguntas medem o impacto do debate na decisão de voto, a percepção de quem será o vencedor da eleição independentemente da preferência declarada, o nível de interesse pela disputa e a intenção de comparecer às urnas.
Expectativas e impacto na campanha
Os resultados da Quaest de véspera podem influenciar estratégias de campanha nos últimos dias antes da eleição. Se a pesquisa apontar que a disputa está muito equilibrada, os candidatos podem intensificar investimentos em mídia, visitas a estados decisivos e mensagens de mobilização do eleitorado.
Por outro lado, se houver um avanço significativo de um dos candidatos, a campanha adversária pode buscar reforçar a narrativa de risco ou de continuidade, dependendo do caso. A inclusão de perguntas sobre medo – se a volta da família Bolsonaro ao poder ou um novo mandato de Lula – também fornece dados valiosos para a construção de mensagens de campanha.
Por fim, a avaliação da aprovação do governo federal, o posicionamento político dos eleitores e as características demográficas detalhadas permitirão análises segmentadas, como o desempenho de Lula entre eleitores de baixa renda ou a força de Flávio entre eleitores mais jovens.
Em suma, a pesquisa da Quaest funciona como um termômetro da última fase da campanha, oferecendo insights sobre a firmeza das intenções de voto, a possível influência de eventos recentes como o debate televisivo, e a probabilidade de uma decisão no primeiro turno ou a necessidade de um segundo turno.








