As pesquisas realizadas pela Quaest entre 8 e 12 de outubro revelam como está a corrida presidencial de segundo turno nas quatro unidades da Federação onde haverá disputa direta: Acre, Amazonas, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. Os levantamentos, encomendados pela Globo, apresentam margens de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, permitindo uma leitura detalhada das intenções de voto. Os dados mostram que a maioria dos eleitores já definiu sua escolha, mas ainda há parcela que pode mudar até a votação final.
Acre e Amazonas: análise comparativa dos eleitores
No Acre, 87% dos entrevistados afirmaram ter decidido definitivamente por um candidato, enquanto 11% ainda se consideram indecisos. A pesquisa ouviu 1.098 eleitores com 16 anos ou mais, entre 9 e 12 de outubro, e registrou margem de erro de ±3 pontos. Esses números indicam um cenário relativamente estável, mas com espaço para ajustes nas campanhas nas últimas semanas.
Em contraste, no Amazonas, a taxa de decisão definitiva chega a 92%, reduzindo a parcela de eleitores indecisos para apenas 8%. Também foram entrevistados 1.098 eleitores nas mesmas datas, com a mesma margem de erro e nível de confiança. A diferença de 5 pontos percentuais entre os dois estados pode refletir variações regionais nas questões econômicas e de segurança que mobilizam o eleitorado.
- Acre: 87% decididos, 11% indecisos
- Amazonas: 92% decididos, 8% indecisos
- Amostra: 1.098 eleitores (cada estado)
- Período: 9 a 12 de outubro
- Margem de erro: ±3 pontos
Os analistas apontam que a maior certeza dos eleitores amazonenses pode estar ligada ao impacto das políticas de desenvolvimento sustentável na região, tema que tem mobilizado debates nas últimas semanas. Já no Acre, a presença de disputas locais por recursos federais pode gerar maior volatilidade, mantendo uma parcela de eleitores em aberto até o último momento.
Distrito Federal: comportamento decisivo do eleitor urbano
No Distrito Federal, a decisão dos eleitores atinge 94%, a maior taxa entre as quatro unidades analisadas. Apenas 6% dos respondentes ainda consideram mudar de voto até o segundo turno. A pesquisa contou com 1.104 entrevistas realizadas entre 8 e 11 de outubro, mantendo a mesma margem de erro de três pontos percentuais.
Esse alto nível de definição reflete a natureza mais urbana e informada do eleitorado da capital, onde as campanhas digitais e os debates televisivos têm maior penetração. Além disso, questões como mobilidade urbana, habitação e segurança pública são centrais no discurso dos candidatos, influenciando a consolidação das preferências.
- DF: 94% decididos, 6% indecisos
- Amostra: 1.104 eleitores
- Período: 8 a 11 de outubro
- Margem de erro: ±3 pontos
Especialistas sugerem que, apesar da alta taxa de decisão, o pequeno grupo ainda indeciso pode ser decisivo em bairros com alta concentração de eleitores jovens, que tendem a mudar de opinião com base em propostas de educação e tecnologia. As campanhas continuam a investir em eventos presenciais e em redes sociais para captar esse contingente.
Rio Grande do Norte: projeções finais e margem de manobra
No Rio Grande do Norte, 90% dos eleitores já declararam sua preferência, deixando 9% ainda em aberto. A pesquisa, com 1.098 entrevistas entre 9 e 12 de outubro, segue a mesma metodologia das demais, garantindo comparabilidade dos resultados.
A taxa de decisão um pouco menor que a do DF indica que o eleitor potiguar ainda pode ser mais suscetível a influências de última hora, como debates regionais e promessas de investimentos em infraestrutura costeira. O cenário sugere que as campanhas locais ainda têm espaço para mobilizar eleitores indecisos.
- RN: 90% decididos, 9% indecisos
- Amostra: 1.098 eleitores
- Período: 9 a 12 de outubro
- Margem de erro: ±3 pontos
Os analistas destacam que a proximidade das eleições pode intensificar a disputa por esses 9% restantes, especialmente em cidades como Natal e Mossoró, onde a presença de movimentos sociais tem sido forte. Estratégias de campanha que enfatizem políticas de geração de emprego e combate à seca podem virar o jogo nos últimos dias.
Em suma, as pesquisas Quaest oferecem um panorama detalhado da dinâmica eleitoral nas quatro unidades analisadas, apontando para uma maioria de eleitores já decididos, mas ainda deixando margem para ajustes estratégicos nas campanhas. O segundo turno promete ser definido pelos pequenos grupos ainda indecisos, que podem ser alavancados por mensagens direcionadas e presença intensiva nas redes sociais.








