Na terça‑feira, dia 22 de abril, começa a aplicação da avaliação bimestral da rede estadual de São Paulo, que se estenderá até a sexta‑feira, dia 25. Mais de 5 mil escolas da rede pública receberão os cadernos de prova, e cerca de 2,5 milhões de estudantes, do 4º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, participarão da coleta de dados.
Novidades na forma de aplicação
Para a terceira edição do ano, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc‑SP) introduziu um formato impresso exclusivo para os estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio que cursam os Itinerários Formativos. Essa mudança substitui a versão digital utilizada nas avaliações anteriores, permitindo que os alunos respondam em papel.
As provas são divididas em duas cores distintas: a Azul, que avalia Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza, e a Cinza, que cobre Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas. Essa diferenciação visual facilita a organização dos materiais nas salas de aula.
- Matemática e Ciências da Natureza – prova Azul;
- Linguagens e Ciências Humanas – prova Cinza.
Os cursos técnicos continuam a utilizar a versão digital, mantendo a diversidade de formatos dentro da mesma avaliação.
Objetivos da avaliação e uso das notas
A proposta da avaliação bimestral é mensurar o nível de absorção dos conteúdos do Currículo Paulista, bem como as habilidades desenvolvidas ao longo do período. Os resultados permitem que os professores identifiquem os pontos fortes da turma e as áreas que exigem reforço, ajustando o planejamento pedagógico para o próximo bimestre.
Além disso, as escolas têm autonomia para incorporar até 30 % da nota da avaliação na composição da média final do 3º bimestre dos estudantes, oferecendo um incentivo adicional ao desempenho nas provas.
Estrutura e cronograma da prova
No terceiro bimestre, a avaliação segue o modelo estabelecido para 2026, com questões de múltipla escolha elaboradas a partir das matrizes curriculares. O Ensino Fundamental conta com quatro alternativas por questão, enquanto o Ensino Médio oferece cinco opções.
O calendário prevê a aplicação nos dias 22, 23 e 24 de abril, com um dia extra – sexta‑feira, 25 – reservado para repescagem em municípios que enfrentarem feriados ou outras interrupções.
Versão acessibilizada para educação especial
Em continuidade ao que foi iniciado no bimestre anterior, a Seduc‑SP lançou um piloto da versão acessibilizada da prova nos componentes de Língua Portuguesa e Matemática, destinado a alunos elegíveis da educação especial a partir do 4º ano do Ensino Fundamental. Essa versão continua sendo aplicada em formato digital.
Os enunciados foram simplificados, com linguagem mais clara e objetiva, e contam com recursos visuais ampliados e apoio pictográfico quando necessário. O objetivo é garantir que todos os estudantes, independentemente de suas necessidades, possam demonstrar seu aprendizado de forma justa.
Para os estudantes que requerem acessibilidade comunicacional, a secretaria oferece apoio de professores interlocutores de Libras, leitores (profissionais capacitados para leitura de textos), salas extras e tempo adicional para a realização das provas.
A implementação dessas adaptações assegura uma avaliação mais precisa da aprendizagem de toda a comunidade escolar, reforçando o compromisso da rede estadual com a inclusão.
Impacto esperado e próximos passos
Espera‑se que a introdução das provas impressas para os itinerários formativos aumente o engajamento dos estudantes do Ensino Médio, reduzindo possíveis barreiras tecnológicas e facilitando a correção pelos docentes. Ao mesmo tempo, a continuidade da versão digital para os cursos técnicos mantém a flexibilidade necessária para essas modalidades.
Os resultados preliminares serão disponibilizados para as escolas nas semanas seguintes, permitindo que as equipes pedagógicas ajustem suas estratégias de ensino antes do próximo bimestre. A Seduc‑SP também planeja ampliar o programa de acessibilidade nas próximas edições, incorporando feedback dos professores, alunos e responsáveis.








