Um novo probiótico chegou ao mercado brasileiro em 2024, trazendo uma proposta diferente para a prevenção de infecções respiratórias recorrentes. A fórmula, desenvolvida por uma parceria entre a farmacêutica suíça Bluestone Pharma e a unidade Momenta da Eurofarma, utiliza uma cepa bacteriana natural da boca para atuar diretamente no microbioma oral.
Como funciona o probiótico UmBi
O produto, comercializado sob o nome UmBi, apresenta-se como uma pastilha que se dissolve em poucos segundos, dispensando a necessidade de água ou deglutição. Essa característica facilita a adesão ao uso diário, principalmente entre crianças e adultos com rotinas agitadas.
Dentro da pastilha, a cepa Streptococcus salivarius K12 produz substâncias antimicrobianas chamadas salivaricinas. Essas moléculas têm a capacidade de inibir microrganismos patogênicos que costumam colonizar a garganta e as vias aéreas superiores, reduzindo a probabilidade de infecções virais e bacterianas.
A ação ocorre no próprio ambiente oral, onde a bactéria benéfica compete por nutrientes e espaço, criando um ecossistema mais equilibrado. Esse equilíbrio é fundamental para impedir que patógenos se instalem e se multipliquem, sobretudo em períodos de maior vulnerabilidade, como nas temporadas de gripe.
Evidências científicas e resultados dos estudos
Segundo o dossiê científico fornecido pela fabricante, a tecnologia Bactoblis, que sustenta o UmBi, foi avaliada em 37 estudos clínicos envolvendo mais de 2,7 mil participantes. Os ensaios abrangeram diferentes faixas etárias, com destaque para crianças em idade pré‑escolar e escolar.
Os principais achados dos estudos incluem:
- Redução de 80% nas infecções virais recorrentes.
- Diminuição de mais de 90% nas infecções bacterianas em crianças predispostas a problemas respiratórios.
- Queda de 69% nos episódios de faringoamigdalite em ambientes coletivos.
- Redução de 48% nos casos de otite média entre crianças saudáveis que frequentam creches ou escolas.
Embora os números sejam promissores, os resultados devem ser interpretados com cautela. As populações estudadas possuíam características específicas, como histórico de infecções respiratórias ou exposição a ambientes de alta densidade populacional. Além disso, as pesquisas foram conduzidas em condições controladas, o que pode diferir da prática cotidiana.
Os autores ressaltam que o probiótico não substitui vacinas, tratamentos médicos convencionais ou medidas de higiene respiratória, como o uso de máscara em períodos de surtos.
Orientações de uso e considerações finais
De acordo com a rotulagem oficial, o UmBi pode ser consumido por crianças a partir de quatro anos de idade e por adultos, sempre respeitando a dose diária recomendada. A pastilha deve ser mantida em local seco e fresco, e o prazo de validade deve ser observado rigorosamente.
A Momenta destaca que o produto integra a expansão de seu portfólio de probióticos, que já inclui opções voltadas à saúde intestinal e ao suporte imunológico. Essa diversificação busca atender a diferentes necessidades de bem‑estar dos consumidores brasileiros.
Especialistas recomendam que, antes de iniciar o uso de qualquer suplemento, o indivíduo consulte um profissional de saúde, principalmente se houver condições crônicas ou uso de medicação contínua. O acompanhamento médico garante que o probiótico seja incorporado de forma segura ao plano de prevenção de infecções.
Em resumo, o UmBi representa uma inovação ao explorar o potencial do microbioma oral na defesa contra agentes patogênicos. Se os resultados clínicos se confirmarem em larga escala, a estratégia pode abrir caminho para novos produtos que atuem na fronteira entre a saúde bucal e a respiratória, oferecendo mais opções de prevenção para a população.








