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Power bank explode a bordo de voo da KLM e gera retorno de emergência

Um carregador portátil explodiu a bordo do voo KL735 da KLM, que partiu de Amsterdã rumo a Willemstad, em Curaçao, na manhã de 17 de setembro de 2026. O incidente aconteceu enquanto a aeronave cruzava o Oceano Atlântico Norte, a aproximadamente 30 mil pés de altitude. O power bank pertencia ao ex‑CEO da própria companhia, Camiel Eurlings.

Detalhes do incidente

O dispositivo estava conectado à tomada do assento e começou a superaquecer após cerca de duas horas e meia de voo. A bateria externa, de íon‑lítio, liberou fumaça antes de explodir, despertando o executivo e provocando alarme imediato na cabine.

Testemunhas relataram que a explosão gerou um ruído seco e uma chama breve, mas intensa, que se espalhou rapidamente pela área do assento. A estrutura da janela próxima ao ponto de explosão sofreu danos visíveis, com a persiana queimada e a tela da janela rasgada.

Os passageiros observaram a situação com preocupação, mas a tripulação manteve a calma e iniciou os procedimentos de contenção. Nenhum outro passageiro relatou ferimentos graves, embora um homem tenha apresentado queimaduras leves, conforme comunicado pela KLM.

Procedimentos de segurança e resposta da tripulação

Os comissários de bordo seguiram o protocolo padrão para incêndios de bateria: aplicaram água sobre o dispositivo para interromper a reação térmica e, em seguida, colocaram o power bank em um recipiente metálico. Essa prática visa evitar a propagação da chamada “fuga térmica”, fenômeno típico de baterias danificadas.

A ação rápida impediu que o fogo se alastrasse ao resto da cabine, permitindo que a aeronave completasse o retorno ao Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, onde os passageiros foram transferidos para outro voo.

Após o pouso, a equipe de manutenção inspecionou o interior da aeronave, constatando marcas de queimado na persiana e na moldura da janela, bem como resíduos de fuligem nas poltronas próximas ao incidente.

Regras e recomendações para uso de power banks em voos

A KLM estabelece que cada passageiro pode levar até duas baterias externas na bagagem de mão, desde que a capacidade individual não ultrapasse 100 Wh. Além disso, os dispositivos devem permanecer visíveis e não podem ser armazenados nos compartimentos superiores.

  • Capacidade máxima permitida: 100 Wh por bateria.
  • Limite de duas baterias por passageiro.
  • Proibição de recarregar o power bank a bordo.
  • Obrigatoriedade de mantê‑lo à vista durante todo o voo.

Essas normas foram reforçadas em março de 2026 pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO), que emitiu diretrizes mais rígidas para dispositivos de íon‑lítio. As autoridades brasileiras adotaram rapidamente as recomendações, incluindo restrições semelhantes nas companhias nacionais.

Incidentes anteriores, como o ocorrido em agosto de 2025 em voo da KLM para São Paulo, já haviam alertado a indústria sobre os riscos de superaquecimento de baterias a bordo. Naquela ocasião, um power bank também aqueceu, gerando fumaça e forçando o retorno ao aeroporto de origem.

Especialistas em segurança aérea ressaltam que o principal fator de risco é o uso de baterias danificadas ou incompatíveis com os padrões de certificação. Recomenda‑se verificar a integridade da bateria antes da viagem e evitar conectar dispositivos a fontes de energia não certificadas.

Para os viajantes, a melhor prática é carregar os aparelhos antes de embarcar e levar apenas baterias que atendam às especificações exigidas pelas companhias. Em caso de dúvida, o passageiro deve consultar a política da companhia aérea ou solicitar orientação ao pessoal de terra.

O episódio envolvendo o ex‑CEO da KLM serve como alerta para executivos e passageiros de alto perfil, que muitas vezes carregam múltiplos dispositivos eletrônicos. O respeito às normas de segurança não só protege a integridade da aeronave, como também preserva a reputação das empresas envolvidas.

Com a crescente dependência de dispositivos móveis, a indústria da aviação continua a revisar e atualizar suas políticas, buscando equilibrar conveniência e segurança. A adoção de tecnologias de monitoramento de temperatura em tomadas de cabine pode ser uma solução futura para detectar anomalias antes que se tornem críticas.

Enquanto isso, a KLM reforça seu compromisso com a segurança, oferecendo treinamento contínuo à tripulação e comunicando claramente as restrições de uso de power banks aos passageiros durante o check‑in e a embarcação.

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