A Polícia Federal realizou, entre a tarde de sexta‑feira, 2 de outubro, e o sábado, 3 de outubro, uma série de operações especiais para investigar supostos crimes eleitorais no Pará, Roraima, Mato Grosso e Ceará. As ações visaram identificar e desarticular esquemas de compra de votos e pagamentos irregulares em troca de apoio político nas eleições locais.
Operações em Roraima: prisões e valores apreendidos
Em Roraima, a PF conduziu três operações que resultaram em 19 prisões em flagrante. Os agentes apreenderam cerca de R$ 74 mil em espécie, além de documentos que apontam para a prática de compra de votos.
Os alvos das investigações incluíam dirigentes de partidos locais e empresários suspeitos de financiar candidaturas mediante pagamento direto a eleitores. A ação também identificou redes de intermediários que facilitavam a transferência de recursos de forma clandestina.
- 19 presos em flagrante;
- R$ 74 mil em dinheiro apreendido;
- Documentos que comprovam a intenção de compra de votos.
Ceará: buscas em quatro municípios
No Ceará, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Fortaleza, Coreaú, Irauçuba e Itapajé. Durante as diligências, foram encontrados aproximadamente R$ 120 mil em espécie.
As investigações apontam que o dinheiro seria destinado a financiar campanhas eleitorais por meio da compra de votos, com um volume total de recursos que ultrapassa R$ 9,8 milhões, canalizados por uma entidade sindical.
Além do dinheiro, foram apreendidos aparelhos de celular, notebooks e planilhas que detalham os pagamentos a eleitores, reforçando a suspeita de um esquema organizado e de longo prazo.
- 19 mandados cumpridos;
- R$ 120 mil em espécie apreendidos;
- Recursos totais suspeitos acima de R$ 9,8 milhões.
Pará: movimentação irregular e bens apreendidos
No Pará, a operação investigou um suposto esquema de movimentação irregular de recursos, incluindo saques milionários que sugerem corrupção eleitoral. A ação teve início após a apreensão de R$ 4 milhões em espécie, que estavam vinculados a contas de campanha.
Em Marabá, a PF encontrou, junto a documentos de campanha, cestas básicas, cadeiras de rodas, cadeiras de banho, cobertores e outros itens que poderiam ser usados como suborno ou recompensa a eleitores.
Os investigadores acreditam que esses bens foram distribuídos como forma de compra de votos em áreas rurais e periferias urbanas, onde a necessidade por itens básicos pode ser explorada por candidatos.
- Apreensão inicial de R$ 4 milhões;
- Itens de apoio social (cestas, cadeiras, cobertores) apreendidos;
- Documentos de campanha que vinculam os recursos ao financiamento ilícito.
Mato Grosso: múltiplas frentes de combate
No Mato Grosso, ao menos quatro operações foram conduzidas simultaneamente, resultando na apreensão de R$ 235 mil em espécie. As investigações ainda estão em fase de identificação dos beneficiários finais dos recursos.
As autoridades apontam que o dinheiro poderia ter sido usado para comprar votos em municípios estratégicos, influenciando o resultado de eleições locais e regionais.
Os agentes da PF continuam a analisar as transações bancárias, os registros de caixa e as comunicações entre os suspeitos para montar um panorama completo do esquema.
- Quatro operações em curso;
- Apreensão de R$ 235 mil em espécie;
- Investigação em andamento para rastrear beneficiários.
Segundo a Polícia Federal, todas as ações foram coordenadas por uma célula especializada em crimes eleitorais, que opera em diferentes estados com o objetivo de garantir recursos financeiros para campanhas por meio da compra de votos. As investigações seguem em curso, com a expectativa de novas prisões e apreensões nos próximos dias, à medida que mais evidências são coletadas.








