A Polícia Civil de São Paulo apreendeu 52,5 mil brinquedos falsificados na quarta‑feira (7) durante a operação “Brinquedo Seguro”, realizada em estabelecimentos comerciais da região central da capital. A ação ocorreu em dois endereços: um imóvel no centro histórico e outro no bairro Canindé, ambos alvo de denúncias de marcas reconhecidas.
Operação Brinquedo Seguro e seu desdobramento
A iniciativa foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) após receber reclamações de representantes de marcas que identificaram a venda de produtos sem a devida certificação. Os policiais mobilizaram equipes do Deic e do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) para executar as buscas simultâneas.
No centro histórico, aproximadamente 50,7 mil unidades foram recolhidas, enquanto no Canindé foram encontrados mais 1,7 mil itens. Em ambos os locais, cinco e quatro pessoas, respectivamente, foram detidas e terão suas responsabilidades investigadas.
Todo o material apreendido será encaminhado à perícia da 1ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG) para análise detalhada e eventual responsabilização por crime contra registro de marca.
Detalhes dos produtos apreendidos e riscos à saúde
Entre os brinquedos confiscados estavam bonecos de marcas famosas, miniaturas, pelúcias, kits de montagem, jogos de tabuleiro e produtos de plástico. Um item que recebeu destaque foi o “squishy”, conhecido por sua textura macia e elástica, mas que pode representar perigo quando fabricado sem normas de segurança.
Os agentes identificaram que muitas unidades não possuíam o selo de homologação dos órgãos federais responsáveis, indicando ausência de testes de qualidade. A falta de certificação pode esconder a presença de substâncias nocivas, como ftalatos e chumbo, que ameaçam a saúde infantil.
- Queimaduras por componentes aquecidos ou inflamáveis;
- Obstrução intestinal caso o brinquedo seja ingerido;
- Comprometimento das vias respiratórias por fragmentos ou partículas;
- Reações alérgicas a materiais sintéticos de baixa qualidade.
Os especialistas da polícia alertam que, mesmo itens aparentemente inofensivos, podem causar danos graves quando não atendem às normas técnicas estabelecidas pelo INMETRO e demais agências reguladoras.
Impacto da fiscalização e orientações aos consumidores
A intensificação das ações de fiscalização coincidiu com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Na terça‑feira (6) e na quarta‑feira (7), a operação “Safe Toy 2026”, conduzida pelo DPPC, resultou na apreensão de mais 6,9 mil produtos em desacordo com a legislação consumerista.
Essas medidas visam não apenas retirar do mercado itens inseguros, mas também educar pais e responsáveis sobre a importância de verificar a procedência antes da compra. A recomendação oficial inclui observar o selo do INMETRO, conferir a presença de avisos de idade recomendada e pesquisar a reputação do fornecedor.
Além disso, os consumidores são encorajados a denunciar lojas suspeitas por meio dos canais de atendimento da Polícia Civil, contribuindo para a redução da pirataria e a proteção da saúde das crianças.
Com a apreensão de mais de 52 mil brinquedos falsificados, a Polícia Civil demonstra seu compromisso em coibir a prática ilegal e garantir um ambiente de consumo mais seguro. A expectativa é que a ação sirva de alerta para o mercado e estimule a adoção de medidas preventivas por parte de fabricantes, comerciantes e famílias.








