Na manhã desta quarta‑feira, 21 de outubro de 2026, a Polícia Federal abortou a oitiva de Fabiano Zettel, considerado o braço‑direito de Daniel Vorcaro, que se encontra detido desde março deste ano. O cancelamento ocorreu em Brasília, onde já estavam reunidos promotores, advogados e jornalistas preparados para registrar o depoimento.
Contexto da investigação
O caso envolvendo Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ganhou destaque nacional após denúncias de supostos desvios de recursos para campanhas políticas. A PF passou a investigar uma série de transações financeiras que, segundo os investigadores, teriam sido canalizadas por meio de empresas de fachada e contas offshore.
Fabiano Zettel foi apontado como peça chave nesse esquema, pois teria sido responsável por autorizar e registrar pagamentos solicitados por Vorcaro. Sua prisão em março foi resultado de mandados de busca e apreensão que encontraram documentos internos do banco, planilhas de controle e mensagens eletrônicas que supostamente comprovariam a ligação entre o setor bancário e a política.
O motivo da interrupção
Segundo fontes próximas ao caso, o delegado responsável pela condução da oitiva alegou problemas de conexão à internet como justificativa para o cancelamento. Curiosamente, todos os participantes da reunião – promotores, equipe de apoio e até a imprensa – estavam conectados sem interrupções, enquanto o delegado afirmava que sua própria rede estava fora do ar.
Essa alegação gerou descrédito entre os presentes, que consideraram o argumento como um pretexto para adiar um depoimento que poderia trazer revelações bombásticas a poucos dias do segundo turno das eleições. A falta de transparência no procedimento aumentou a suspeita de que interesses políticos possam estar influenciando a condução da investigação.
Impactos políticos e judiciais
O adiamento da oitiva tem consequências diretas no cenário eleitoral, já que o Banco Master foi citado como um dos principais financiadores de campanhas de candidatos de diferentes partidos. Caso Zettel confirmasse as transações, o efeito cascata poderia levar à abertura de processos contra figuras públicas e ao afastamento de candidatos que ainda não declararam seus bens.
Além disso, o episódio pode comprometer a credibilidade da própria Polícia Federal, que tem sido alvo de críticas por supostos favorecimentos a determinados grupos políticos. A sociedade civil e organizações de transparência já solicitaram que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Federal para que seja garantida a independência da investigação.
Perspectivas para o futuro
Analistas apontam que a nova data para a oitiva ainda não foi definida, mas que a pressão da opinião pública pode forçar a PF a remarcar o depoimento em curto prazo. Enquanto isso, a defesa de Vorcaro tem preparado estratégias para minimizar os danos, alegando que as acusações são baseadas em provas circunstanciais e que o banco sempre atuou dentro da legalidade.
Em paralelo, o Ministério da Justiça tem monitorado o caso de perto, já que a estabilidade do sistema financeiro nacional pode ser afetada por escândalos de corrupção envolvendo grandes instituições bancárias. O futuro do Banco Master, bem como a continuidade de seus projetos de expansão, dependerá em grande parte da forma como as investigações evoluírem nos próximos dias.
Para manter o público informado, a PF deve publicar um relatório detalhado explicando as razões técnicas do cancelamento da oitiva, bem como as medidas adotadas para evitar novas interrupções. Essa transparência será essencial para restaurar a confiança da população nas instituições de segurança pública.
- Responsável por autorizar pagamentos internos
- Coordenador das transferências para contas de campanha
- Gestor de documentos que comprovam a ligação entre o banco e políticos
- Possível testemunha-chave em delação premiada
Em síntese, o cancelamento do depoimento de Fabiano Zettel representa um ponto de inflexão na investigação que envolve o Banco Master e a política nacional. O desenrolar dos fatos nos próximos dias será decisivo para determinar se haverá responsabilização efetiva ou se o caso será arquivado sem maiores consequências.








