Uma pesquisa divulgada nesta segunda‑feira, 19 de outubro, pelo Instituto Paraná Pesquisas, mostrou as intenções de voto para o segundo turno da eleição do governo do Tocantins. O levantamento indica que o deputado federal Vicentinho Junior (PSDB) ultrapassou a senadora Professora Dorinha (União Brasil) nas simulações. Os resultados apontam para uma possível vitória no domingo, 25 de outubro.
Cenário atual da disputa
No primeiro turno, a senadora Dorinha liderou com 45,52% dos votos, enquanto Vicentinho ficou com 43,94%. Em apenas duas semanas de campanha intensiva, a vantagem se inverteu. A simulação do segundo turno coloca Vicentinho à frente com 56,5% dos votos válidos, contra 43,5% da adversária, uma diferença de treze pontos percentuais.
Quando analisamos o recorte geral da pesquisa, a vantagem de Vicentinho diminui um pouco, ficando em 52,5% das intenções de voto, enquanto Dorinha mantém 40,4%. Os eleitores indecisos, brancos e nulos somam 4,1%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
Análise das intenções de voto
Os números revelam um movimento significativo de eleitores que mudaram de preferência após o primeiro turno. A campanha de Vicentinho, focada em propostas de desenvolvimento econômico e segurança pública, parece ter conquistado eleitores que antes estavam indecisos ou apoiavam a concorrente.
Por outro lado, a estratégia de Dorinha, baseada em projetos sociais e educação, não foi suficiente para conter a ascensão do rival. A pesquisa também mensurou o potencial eleitoral, que inclui a taxa de rejeição de cada candidato.
- Vicentinho Junior: 45,3% afirmam que votariam nele com certeza; 34,8% rejeitam totalmente; 18,7% estão indecisos.
- Professora Dorinha: 30,5% afirmam que votariam nela com certeza; 43,5% rejeitam totalmente; 24,7% estão indecisos.
Esses indicadores mostram que, apesar da rejeição mais alta de Dorinha, Vicentinho ainda possui uma parcela considerável de eleitores que não têm uma decisão firme, o que pode ser decisivo no dia da votação.
Rejeição e potencial de escolha
A taxa de rejeição é um dado crucial para entender a força real de cada candidato. Enquanto 43,5% dos entrevistados disseram que não votariam em Dorinha de jeito nenhum, apenas 34,8% manifestaram a mesma postura em relação a Vicentinho.
Essas diferenças podem ser atribuídas ao perfil dos eleitores tocantinenses, que historicamente valorizam propostas de infraestrutura e geração de emprego. A campanha de Vicentinho tem enfatizado a criação de novas oportunidades de trabalho, o que pode explicar sua maior aceitação.
Além disso, a pesquisa revelou que 24,7% dos eleitores consideram que poderiam votar em Dorinha, enquanto 18,7% ainda hesitam em decidir por Vicentinho. Esse grupo de eleitores “poderiam votar” pode ser decisivo, pois tende a se mover conforme a campanha de última hora.
O Instituto Paraná Pesquisas entrevistou 1.500 eleitores do Tocantins entre os dias 14 e 17 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que garante a robustez dos resultados apresentados.
É importante destacar que a pesquisa não cobre apenas a intenção de voto, mas também a percepção de cada candidato entre os eleitores. Esse panorama ajuda a entender não apenas quem tem mais apoio, mas também quem tem mais resistência.
Os candidatos ainda têm tempo para ajustar suas estratégias até o dia da eleição. A campanha de Vicentinho pode focar em consolidar os eleitores indecisos, enquanto Dorinha precisará reforçar sua mensagem para reduzir a taxa de rejeição.
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Em resumo, a virada no cenário eleitoral do Tocantins indica que a disputa está mais equilibrada do que os resultados do primeiro turno sugeriam. O próximo domingo será decisivo para definir quem assumirá o governo do estado.
Os eleitores devem ficar atentos às últimas campanhas e debates, pois os últimos dias podem influenciar significativamente o resultado final. A participação cidadã será fundamental para legitimar o processo democrático.








