Na tarde desta quarta-feira (14), a empresa de pesquisa Quaest divulgou seu primeiro levantamento de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial de 2026. O estudo, contratado pela Globo e pelo jornal O Globo, traz os números preliminares que apontam a preferência dos eleitores entre os dois candidatos que avançaram.
Metodologia e alcance da pesquisa
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de outubro, com entrevistas presenciais a 2.154 eleitores com idade igual ou superior a 16 anos. O trabalho segue as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está registrado sob o número BR-08729/2026.
O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro foi fixada em dois pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, o que garante a robustez dos resultados dentro dos padrões estatísticos adotados em pesquisas eleitorais brasileiras.
Os entrevistados foram selecionados por amostragem aleatória estratificada, de modo a representar as diferentes regiões do país, classes sociais, gêneros e faixas etárias, assegurando que a amostra reflita, na medida do possível, a diversidade do eleitorado nacional.
Resultados preliminares do segundo turno
Os números indicam que o candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, lidera levemente com 49% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), registra 45%.
Além das preferências para o segundo turno, a Quaest também coletou dados sobre o voto no primeiro turno, níveis de rejeição dos candidatos, grau de conhecimento das propostas de cada um e a avaliação geral do atual governo Lula.
- Intenção de voto para Flávio Bolsonaro: 49%
- Intenção de voto para Lula: 45%
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Confiança estatística: 95%
Esses indicadores são relevantes para entender o cenário eleitoral, sobretudo porque a diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro, o que significa que a corrida ainda pode ser considerada apertada.
Comparativo com a pesquisa anterior
Na pesquisa divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro também aparecia à frente, porém com 49% contra 45% de Lula, confirmando uma tendência de estabilidade nas preferências dos eleitores ao longo dos últimos dias.
O fato de os números se manterem quase inalterados pode indicar que as campanhas dos dois candidatos têm conseguido consolidar suas bases, ao mesmo tempo em que enfrentam desafios para ampliar o apoio entre eleitores indecisos.
É importante notar que, apesar da liderança de Flávio Bolsonaro nos indicadores da Quaest, outras pesquisas realizadas por institutos diferentes podem apresentar resultados divergentes, refletindo variações metodológicas e momentos de coleta distintos.
Próximos lançamentos e panorama da corrida eleitoral
Além da Quaest, o Datafolha está programado para divulgar um novo levantamento nesta quinta-feira (15). Encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo, o estudo entrevistará 2.520 pessoas entre os dias 13 e 15 de outubro, com margem de erro também de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O registro da pesquisa do Datafolha no TSE está sob o número BR-00466/2026. As expectativas são de que os números possam confirmar ou contestar a liderança observada na pesquisa da Quaest, oferecendo ao público e aos analistas um panorama mais completo da disputa.
Os dois institutos, ao apresentarem resultados em dias consecutivos, permitem que partidos, candidatos e eleitores acompanhem de perto as oscilações do cenário político, ajustando estratégias de campanha conforme a evolução das intenções de voto.
Vale ainda destacar que, além das intenções de voto, as pesquisas abordam a rejeição dos candidatos, que pode ser um fator decisivo nas últimas semanas de campanha. A rejeição mede o grau de aversão dos eleitores a cada candidato, independentemente da preferência expressa.
Em termos de conhecimento das propostas, a maioria dos entrevistados demonstra familiaridade com as principais linhas de governo de ambos os candidatos, embora ainda haja uma parcela significativa que se declara pouco informada, o que abre espaço para debates e divulgação de pautas nas próximas semanas.
Por fim, a avaliação do governo Lula, que está em seu segundo mandato, aparece como um dos fatores que podem influenciar o voto de eleitores que ainda não definiram sua escolha para o segundo turno. A percepção sobre a gestão atual pode tanto reforçar o apoio ao candidato do PT quanto gerar desgaste, dependendo das opiniões sobre políticas econômicas, sociais e de segurança.
Com a campanha em pleno andamento e as pesquisas sendo lançadas quase que diariamente, o cenário eleitoral de 2026 promete permanecer dinâmico, exigindo atenção constante dos atores políticos e da sociedade civil.








