Uma pesquisa divulgada nesta segunda‑feira, 28 de setembro, mostrou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltaram a empatar nas intenções de voto para o segundo turno da eleição. O levantamento, realizado pela Quaest, indica que ambos os candidatos concentram 42% do apoio dos eleitores entrevistados. A margem de erro de dois pontos percentuais permite considerar o resultado como um verdadeiro empate num cenário ainda incerto.
Contexto da pesquisa e metodologia
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro, utilizando amostragem aleatória estratificada por região, sexo e faixa etária. O instituto aplicou o padrão de margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, conforme exigido pelos regulamentos da Justiça Eleitoral (protocolo BR‑06520/2026). Essa metodologia garante que os números reflitam, dentro dos limites estatísticos, a opinião da população apta a votar.
O levantamento faz parte de uma série de pesquisas contratadas pela TV Globo, iniciada em 13 de agosto, quando o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio foi registrado. Naquela ocasião, Lula liderava com 43% e Flávio com 40%, indicando já uma disputa bastante equilibrada. Desde então, a Quaest tem acompanhado a evolução dos números, atualizando a cada duas semanas ou quando há eventos relevantes na campanha.
Além da amostra presencial, a Quaest também utilizou entrevistas por telefone e dispositivos móveis, buscando reduzir vieses de cobertura. O instituto destacou que a pesquisa inclui perguntas sobre intenção de voto, avaliação de desempenho e questões de agenda política, permitindo uma análise mais profunda do cenário eleitoral. Os resultados são publicados em conformidade com o registro oficial na Justiça Eleitoral, garantindo transparência e rastreabilidade.
Resultados principais: empates e variações
Nos números divulgados, Lula e Flávio Bolsonaro registram 42% de intenção de voto cada, o que representa um ponto de alta para o presidente em relação à pesquisa de 21 de setembro. Enquanto isso, o senador manteve seu percentual estável, reforçando a ideia de que a disputa está extremamente fechada. A margem de erro de dois pontos significa que, estatisticamente, os dois candidatos podem estar ainda mais próximos ou até mesmo invertidos.
Comparando com a rodada anterior, Lula subiu um ponto percentual, passando de 41% para 42%, sinalizando um leve ganho de confiança entre os eleitores indecisos. Flávio, por sua vez, manteve o mesmo patamar, indicando que sua base de apoio permanece consolidada, mas não se expandiu significativamente. Esses movimentos sutis podem ser decisivos nas últimas semanas de campanha, quando cada ponto conta.
É importante notar que o empate se repete desde a primeira pesquisa da Quaest, realizada em 13 de agosto, quando os números eram 43% a 40% a favor de Lula. Desde então, a diferença tem diminuído gradualmente, refletindo possíveis impactos de debates, visitas a estados-chave e estratégias de comunicação dos candidatos. O cenário indica que o eleitorado ainda está em processo de formação de opinião.
Outros indicadores da pesquisa apontam que 15% dos entrevistados ainda não têm intenção definida, representando um bloco de eleitores que pode ser decisivo. Esse grupo tende a se posicionar nas últimas semanas, influenciado por campanhas publicitárias, entrevistas e eventos externos, como a situação econômica e questões de segurança pública. A capacidade de atrair esses indecisos será crucial para o candidato que quiser romper o empate.
Análise dos demais candidatos
A Quaest também testou outros quatro adversários em embates diretos contra Lula, oferecendo uma visão ampliada do espectro eleitoral. Ronaldo Caiado (PSD) empatou com o presidente, ambos com 42% de intenção de voto, demonstrando que o candidato do interior tem força considerável em determinadas regiões. Esse resultado indica que a disputa pode se estender para além dos dois grandes nomes, dependendo de alianças e estratégias de segundo turno.
Além de Caiado, a pesquisa incluiu Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) como oponentes. Lula superou esses três candidatos, obtendo percentuais superiores em cada confronto direto. Essa vantagem reforça a percepção de que o presidente ainda detém maior reconhecimento nacional, apesar do empate com Flávio Bolsonaro.
- Ronaldo Caiado (PSD) – 42%
- Augusto Cury (Avante) – 30%
- Renan Santos (Missão) – 28%
- Romeu Zema (Novo) – 26%
Os números dos candidatos menores sugerem que, embora não estejam no centro da disputa, podem exercer papel de “candidatos de apoio” em possíveis alianças de segundo turno. Em cenários de segundo turno, a negociação de apoio de partidos menores costuma ser decisiva para consolidar maiorias eleitorais. A Quaest destaca que a dinâmica de alianças ainda está em formação, e as posições podem mudar rapidamente.
Os resultados também apontam que a percepção de competência e confiança varia entre os candidatos menores, com Caiado se destacando por sua experiência como governador de Goiás. Essa diferença pode influenciar eleitores que buscam alternativas ao embate tradicional entre Lula e Flávio. Assim, a estratégia de campanha de cada candidato deve levar em conta não apenas o confronto direto, mas também a construção de coalizões.
Implicações para o segundo turno
O empate registrado entre Lula e Flávio Bolsonaro tem implicações estratégicas para ambas as campanhas. Para o presidente, manter a liderança de 42% exige reforçar a mensagem de continuidade dos programas sociais e da estabilidade econômica, ao mesmo tempo em que responde a críticas sobre corrupção. Já Flávio precisa ampliar sua base, focando em mensagens de segurança pública, combate à criminalidade e renovação política.
As campanhas devem intensificar a presença nas redes sociais, onde o engajamento de eleitores indecisos costuma ser maior. Conteúdos de SEO otimizados, como artigos de blog, vídeos curtos e infográficos, podem melhorar a visibilidade nas buscas e influenciar a opinião pública. O uso de copywriting persuasivo, com chamadas de ação claras, pode converter visualizações em apoio efetivo.
Além disso, a margem de erro de dois pontos abre espaço para manobras de campanha que busquem pequenas variações nas intenções de voto. Eventos regionais, debates televisivos e visitas a estados com eleitorado pendente são táticas comuns para ganhar esses pontos críticos. Cada ponto percentual pode ser decisivo em um cenário tão equilibrado.
O cenário também indica que a disputa pode se estender para além das urnas, envolvendo processos judiciais e questionamentos sobre a validade de pesquisas. A transparência dos dados, como o protocolo de registro na Justiça Eleitoral, será essencial para garantir a credibilidade das informações divulgadas. Os candidatos devem estar preparados para responder a críticas e esclarecer metodologias, reforçando a confiança do eleitorado.
Por fim, a proximidade dos resultados sugere que o segundo turno será altamente competitivo, com margem para surpresas até o último dia de campanha. Os eleitores que ainda não decidiram seu voto terão papel de destaque, e as campanhas devem direcionar esforços para esse bloco. O desfecho da eleição dependerá, em grande medida, da capacidade de mobilizar eleitores, consolidar alianças e apresentar propostas que ressoem com as demandas da população.








