Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta segunda‑feira (28) mostrou como eleitores de todo o país avaliam as últimas propostas do governo Lula. O levantamento, feito entre 24 e 27 de setembro, revelou que 62% dos entrevistados apoiam a proibição das bets, 59% aprovam o reajuste do Bolsa Família e 58% são favoráveis à gratuidade das canetas emagrecedoras no SUS.
Apoio popular às novas medidas
Os números indicam que a maioria dos brasileiros aceita a intervenção do Estado em áreas consideradas de saúde pública e assistência social. A restrição das apostas online foi vista como medida de proteção contra a vulnerabilidade financeira, sobretudo entre famílias de baixa renda.
O reajuste do Bolsa Família, por sua vez, recebeu forte apoio porque garante maior poder de compra às famílias que dependem do programa. Já a proposta de canetas emagrecedoras gratuitas no SUS despertou interesse ao oferecer um recurso de baixo custo para o combate à obesidade, um problema de saúde pública crescente.
- 62% apoiam a restrição das bets;
- 59% aprovam o aumento do Bolsa Família;
- 58% são a favor das canetas emagrecedoras gratuitas.
Diferenças regionais e demográficas
Ao analisar os resultados por região, o Nordeste destacou‑se como o maior apoiador do reajuste do Bolsa Família (72%) e da gratuidade das canetas (62%). No Sudeste, a restrição das bets recebeu o maior índice de aprovação, chegando a 66%.
O recorte por sexo revelou que as mulheres são mais favoráveis às três propostas. Enquanto 64% das mulheres apoiam a proibição das bets, apenas 61% dos homens compartilham da mesma opinião. Nos demais itens, 62% das mulheres apoiam tanto o aumento do Bolsa Família quanto a gratuidade das canetas, contra 56% e 53% dos homens, respectivamente.
Quanto à idade, os jovens de 16 a 34 anos lideram o apoio: 67% defendem a restrição das bets, 64% aprovam as canetas emagrecedoras no SUS e 66% concordam com o reajuste do Bolsa Família. A margem de erro varia entre quatro pontos percentuais para os jovens, três para a faixa de 35 a 59 anos e cinco para os maiores de 60.
Impacto nas intenções de voto
O levantamento também mediu a intenção de voto dos eleitores. No primeiro turno, Lula figura com 39% de apoio, ligeiramente acima dos 37% registrados na semana anterior. Flávio Bolsonaro aparece com 34%, enquanto o número do adversário se mantém em 33%.
Em simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois candidatos ficam empatados em 42% cada, mostrando que as novas políticas podem estar equilibrando a disputa.
Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV, apontou que o ganho de apoio entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família pode estar diretamente ligado às medidas anunciadas. Ele destacou ainda que a pesquisa, registrada no TSE sob o número BR‑06520/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais para a amostra total, garantindo confiabilidade aos resultados.
Os dados sugerem que as políticas de combate à dependência de jogos, de ampliação de benefícios sociais e de prevenção à obesidade estão ressoando positivamente entre a população, especialmente nos grupos mais vulneráveis. Esse cenário pode influenciar a dinâmica das próximas campanhas eleitorais, já que os eleitores parecem valorizar iniciativas que combinam proteção econômica e saúde pública.








