Uma pesquisa de opinião divulgada nesta segunda‑feira (28) revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou seu apoio entre eleitores femininos, de baixa renda, beneficiários do Bolsa Família e católicos, em comparação com o levantamento de 21 de setembro.
Cenário geral da pesquisa
A Quaest, contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em domicílios, entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro geral da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Nos quatro segmentos analisados, Lula superou Flávio Bolsonaro, do PL, que era seu principal concorrente nas pesquisas anteriores. O maior salto foi observado entre católicos, que passaram de 43% para 48% de intenção de voto.
- Mulheres: de 37% para 40%;
- Renda até dois salários mínimos: de 49% para 52%;
- Beneficiários do Bolsa Família: de 52% para 53%;
- Católicos: de 43% para 48%.
Desempenho por grupos demográficos
Entre as mulheres, a diferença numérica entre Lula e Flávio Bolsonaro ampliou de cinco para onze pontos percentuais, passando de 37%‑32% para 40%‑29%.
Nos homens, o cenário foi oposto: Lula recuou de 39% para 37%, enquanto Flávio avançou de 34% para 39%, resultando em um empate técnico dentro da margem de erro de três pontos.
Na faixa de renda familiar de até dois salários mínimos, Lula consolidou liderança ao subir para 52%, enquanto Flávio manteve 23%, ampliando a vantagem de 26 para 29 pontos percentuais.
Em faixas de renda superiores, os números oscilaram levemente. Entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos, Lula ficou em 35% contra 36% de Flávio; já entre quem tem renda acima de cinco salários, Lula chegou a 30% contra 42% do adversário.
Quanto à escolaridade, eleitores com apenas ensino fundamental mostraram maior apoio ao petista, que subiu de 47% para 51%, enquanto Flávio caiu de 27% para 25%.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, a diferença entre os candidatos aumentou de 29 para 32 pontos, com Lula em 53% e Flávor em 21%.
Para os que não recebem o benefício, Lula avançou de 32% para 35%, mas Flávio permaneceu em 36%, gerando um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos.
No recorte religioso, os católicos passaram a apoiar Lula em 48%, contra 29% de Flávio, ampliando a distância de 16 para 19 pontos. Já entre evangélicos, Lula subiu de 23% para 27%, enquanto Flávio recuou de 49% para 46%, reduzindo a vantagem evangélica de 26 para 19 pontos.
Análise das margens de erro e implicações eleitorais
Cada recorte possui sua própria margem de erro, variando entre três e cinco pontos percentuais. Essas variações são cruciais para interpretar a estabilidade dos números e evitar conclusões precipitadas.
Por exemplo, a margem de erro de três pontos entre mulheres e católicos indica que a vantagem de Lula nesses grupos é robusta, pois mesmo considerando o intervalo inferior, ele ainda lidera.
Já a margem de cinco pontos entre beneficiários do Bolsa Família exige cautela: embora a diferença seja de 32 pontos, o intervalo de confiança ainda garante uma liderança segura para o presidente.
Os resultados sugerem que a estratégia de campanha de Lula está consolidando apoio em segmentos historicamente decisivos nas eleições brasileiras, como mulheres, eleitores de baixa renda e grupos religiosos.
Ao mesmo tempo, o empate técnico entre homens evidencia a necessidade de reforçar a mensagem junto ao eleitorado masculino, que pode ser decisivo no segundo turno.
Com o registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR‑06520/2026, os dados passam a integrar o conjunto de informações oficiais que partidos e candidatos utilizam para calibrar suas ações de campanha.
Em síntese, a Quaest aponta para um cenário favorável ao presidente Lula nos principais grupos eleitorais, ao mesmo tempo em que destaca áreas onde a competição permanece acirrada.








