Uma pesquisa realizada pela Quaest, divulgada nesta terça‑feira, 29 de setembro, revelou as atuais intenções de voto para o próximo governo do Distrito Federal. Os dados apontam a atual governadora Celina Leão (PP) como favorita tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa. A pesquisa foi feita entre os dias 25 e 28 de setembro, entrevistando 1.104 eleitores do DF.
Panorama geral da pesquisa
Nos cenários simulados para o primeiro turno, Celina Leão lidera com 39% das intenções de voto, número que já supera a marca de 34% registrada em pesquisa anterior, realizada no dia 23 de setembro. Esse aumento de cinco pontos indica um ganho de confiança entre os eleitores nos últimos dias.
O segundo colocado na simulação é Leandro Grass (PT), que acumula 23% das preferências. Ele aparece como o principal concorrente da governadora, embora ainda distante do líder.
Outros candidatos que ainda não tiveram suas candidaturas indeferidas aparecem com percentuais menores: Paula Belmonte (PSDB) com 9%, Capelli (PSB) com 3% e Kiko Caputo (Novo) com 2%. Os candidatos cujas candidaturas foram rejeitadas pelo TRE‑DF – Arruda (PSD), Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB) – não foram incluídos nos percentuais de intenção de voto.
Os eleitores que se declararam indecisos, brancos ou nulos somam 22% do total, divididos em 11% para brancos/nulos e 11% para indecisos.
Detalhamento dos candidatos e suas porcentagens
Além da líder e do vice‑líder, a pesquisa apresenta a distribuição de apoio entre os demais concorrentes. A seguir, a lista completa dos candidatos que ainda mantêm registro oficial:
- Celina Leão (PP) – 39%
- Leandro Grass (PT) – 23%
- Paula Belmonte (PSDB) – 9%
- Capelli (PSB) – 3%
- Kiko Caputo (Novo) – 2%
- Samara Mineiro (UP) – 1%
- Robson (PSTU) – 1%
Quando se projeta um segundo turno entre os dois primeiros candidatos, Celina Leão mantém a vantagem com 54% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass alcança 31%.
Os brancos e nulos permanecem em 11% e os indecisos caem para 4%, indicando que a maioria dos eleitores já tem uma preferência clara entre os dois principais candidatos.
Análise da rejeição e cenário futuro
A pesquisa também mensurou a taxa de rejeição dos candidatos. O candidato que mais recebeu rejeição foi Arruda (PSD), mesmo estando fora da corrida, com 57% dos entrevistados afirmando que o conhecem, mas não votariam nele de forma alguma.
Celina Leão ocupa a segunda posição em rejeição, com 44% dos entrevistados indicando que não votariam nela. O principal adversário, Leandro Grass, tem 38% de rejeição, o que demonstra que, apesar da liderança, há um segmento considerável de eleitores insatisfeitos.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, podendo variar tanto para mais quanto para menos, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros conferem robustez aos resultados, embora ainda haja espaço para variações nas próximas semanas.
Especialistas apontam que a decisão de Ibaneis Rocha (MDB) de deixar o mandato de governador para concorrer ao Senado pode ter influenciado o aumento de apoio a Celina Leão, que assumiu a vice‑presidência antes de assumir a chefia do executivo.
O cenário ainda pode mudar, sobretudo se os candidatos excluídos pelo TRE‑DF decidirem recorrer ou se houver novas alianças políticas. Até o momento, porém, a tendência aponta para uma vitória de Celina Leão no primeiro turno, evitando assim a necessidade de um segundo turno.
Os eleitores que ainda não definiram seu voto podem ser decisivos nas últimas semanas de campanha, sobretudo em áreas periféricas do DF, onde a presença de candidatos menores ainda pode gerar impactos locais.
Observa‑se também que a taxa de brancos e nulos permanece alta, sinalizando um possível descontentamento geral com o campo eleitoral ou ainda a falta de informação sobre as propostas dos candidatos.
Em resumo, a pesquisa Quaest oferece um panorama claro: Celina Leão lidera a corrida, Leandro Grass segue como principal desafiante, e a rejeição de ambos os candidatos permanece em patamares consideráveis.
Os próximos dias serão decisivos para consolidar ou mudar esses números, especialmente com a intensificação das campanhas e a divulgação de debates entre os candidatos.








