Uma pesquisa realizada pela Quaest revelou, nesta terça‑feira (13), que o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 59% das intenções de voto no Rio Grande do Norte para o segundo turno das eleições presidenciais. O pleito está marcado para 25 de outubro, data em que também será decidido o governador do estado entre Cadu de Lula (PT) e Allyson (União).
Contexto da disputa presidencial no Rio Grande do Norte
O embate entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou contornos decisivos após a confirmação do segundo turno no último domingo (4). No cenário nacional, a corrida está polarizada, mas o Norte do país apresenta particularidades que influenciam o comportamento do eleitorado.
O Rio Grande do Norte, com sua economia baseada em turismo, agricultura e energia eólica, tem visto uma mobilização intensa de campanhas nas cidades de Natal, Mossoró e Pau dos Ferros. Os candidatos têm investido em visitas presenciais, anúncios em rádios locais e debates televisivos para conquistar eleitores indecisos.
Além das questões econômicas, temas como segurança pública, saúde e educação têm ocupado a agenda dos debates, refletindo as demandas específicas da população potiguar.
Detalhes metodológicos da pesquisa Quaest
A Quaest entrevistou 1.098 eleitores com idade a partir de 16 anos entre os dias 9 e 12 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os respondentes foram selecionados de forma aleatória, garantindo representatividade nos principais municípios do estado. O levantamento considerou tanto eleitores já decididos quanto aqueles que ainda podem mudar de opinião até o dia da votação.
- 90% dos entrevistados afirmaram que sua escolha está definida.
- 9% declararam que ainda podem mudar o voto.
- 1% não respondeu ou se declarou indeciso.
O número de registro da pesquisa é RN-03210/2026, conforme exigido pelos órgãos reguladores de pesquisas eleitorais.
Análise dos resultados e suas implicações
Com 59% das intenções de voto, Lula apresenta uma vantagem confortável sobre Flávio Bolsonaro, que acumula 33% de apoio. Essa diferença de 26 pontos pode ser decisiva, sobretudo se a taxa de comparecimento nas urnas permanecer alta.
O alto índice de eleitores que afirmam ter decisão final (90%) indica que a campanha ainda tem espaço limitado para reverter a preferência do eleitorado. Contudo, os 9% que mantêm a possibilidade de mudança ainda podem ser alvo de estratégias de mobilização.
Além da preferência presidencial, a pesquisa também mediu a aprovação do governo Lula, revelando que a maioria dos entrevistados tem visão favorável ao desempenho do presidente. Esse fator pode reforçar a confiança dos eleitores em seu candidato.
É importante notar que o segundo turno coincidirá com a eleição para governador, o que pode gerar efeitos de “efeito coorte”, influenciando o voto em escala estadual. A disputa entre Cadu de Lula e Allyson pode atrair eleitores de diferentes espectros ideológicos, impactando também a corrida presidencial.
Perspectivas para o dia da votação
Com a data de 25 de outubro se aproximando, as campanhas continuam intensificando suas ações de mobilização, sobretudo nas áreas rurais e nos bairros periféricos das grandes cidades. A estratégia de contato direto, como visitas a comunidades e distribuição de material informativo, tem sido apontada como crucial para consolidar o apoio.
Especialistas apontam que a taxa de comparecimento nas eleições passadas no RN foi superior a 80%, o que sugere que a maioria dos eleitores decidirá seu voto nas urnas. Nesse cenário, a vantagem de Lula pode se traduzir em vitória no estado, contribuindo para o resultado nacional.
Entretanto, a dinâmica política pode sofrer alterações até o último momento. Eventos inesperados, como escândalos ou debates acirrados, ainda podem influenciar a opinião dos eleitores indecisos. Por isso, os candidatos mantêm suas equipes de comunicação em alerta máximo.
Em suma, a pesquisa Quaest oferece um panorama favorável a Lula no Rio Grande do Norte, mas o desenrolar da campanha e a participação efetiva dos eleitores serão determinantes para confirmar ou mudar esse cenário.








