Uma nova pesquisa eleitoral começou a ser realizada nesta quarta‑feira, 9 de setembro, em todo o estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de medir a intenção de voto para o próximo governo do estado. O estudo, conduzido pelo instituto Real Time Big Data, inclui nomes como Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL) e Garotinho (Republicanos), além de outros candidatos que ainda circulam nas pesquisas. Os resultados devem ser divulgados na segunda‑feira, 14 de setembro, oferecendo um panorama preliminar das preferências dos eleitores fluminenses.
Detalhes da pesquisa
A amostra totaliza 2.000 eleitores, selecionados de forma a refletir a composição demográfica do Rio de Janeiro, considerando gênero, faixa etária, escolaridade e renda. As entrevistas serão realizadas tanto por telefone quanto por plataformas digitais, combinando o trabalho de entrevistadores humanos com algoritmos de inteligência artificial. Cada participante responderá a um questionário estruturado, que começa com uma pergunta espontânea sobre a sua escolha para governador.
Além da intenção de voto para o primeiro turno, o instituto medirá a taxa de rejeição de cada candidato, permitindo entender não apenas quem tem apoio, mas também quem gera aversão entre o eleitorado. O levantamento inclui ainda perguntas sobre a aprovação do atual governador, Ricardo Couto de Castro, e sobre a eleição para o Senado, onde os eleitores podem indicar até dois nomes.
Cenários e confrontos simulados
O questionário apresenta dois cenários diferentes. No primeiro, os entrevistados veem uma lista mais ampla de nove nomes, enquanto no segundo o candidato Garotinho é retirado, mantendo os demais oito. Essa estratégia permite analisar como a ausência de um candidato pode influenciar a distribuição de votos entre os demais.
Os nomes incluídos no cenário mais amplo são:
- André Marinho (Novo)
- Coronel Busnello (Missão)
- Cyro Garcia (PSTU)
- Douglas Ruas (PL)
- Eduardo Paes (PSD)
- Garotinho (Republicanos)
- Juliete (UP)
- Luan Monteiro (PCO)
- William Siri (PSOL)
Após a escolha espontânea, os respondentes são convidados a avaliar dois possíveis confrontos de segundo turno: um entre Eduardo Paes e Douglas Ruas, e outro entre Eduardo Paes e Garotinho. Essa simulação ajuda a mapear quem tem maior chance de vencer em um eventual balotagem.
O questionário ainda permite que o eleitor indique voto em branco, nulo ou “não sei”, garantindo que a pesquisa capture indecisões e abstencões, que são relevantes em eleições competitivas.
Metodologia, margem de erro e nível de confiança
A coleta de dados será feita em todo o território fluminense, abrangendo áreas urbanas e rurais, para evitar vieses regionais. Cada entrevista tem duração média de cinco a oito minutos, tempo suficiente para cobrir todas as questões propostas sem sobrecarregar o participante.
A margem de erro máxima estimada é de dois pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, o que está dentro dos padrões das pesquisas de opinião no Brasil. O nível de confiança adotado é de 95%, indicando alta robustez estatística dos resultados.
Os dados serão ponderados de acordo com os critérios de representatividade, e a divulgação dos resultados será feita por meio de um relatório detalhado, que incluirá gráficos, tabelas e análises comparativas entre os diferentes cenários.
Repercussões e expectativas
Analistas políticos apontam que a inclusão de nomes como André Marinho e William Siri pode fragmentar ainda mais o campo, dificultando a consolidação de um candidato forte no primeiro turno. Por outro lado, a presença de figuras conhecidas como Eduardo Paes e Garotinho garante que a disputa permaneça concentrada nos grandes partidos.
O desempenho de Douglas Ruas, ainda pouco conhecido em âmbito estadual, será observado de perto, pois uma boa colocação poderia sinalizar a abertura de espaço para novas lideranças no cenário fluminense. A pesquisa também pode influenciar estratégias de campanha, como alianças e ajustes de discurso.
Com a divulgação prevista para o dia 14, partidos e candidatos terão alguns dias para interpretar os números e, se necessário, redefinir suas estratégias de comunicação e mobilização. A expectativa é que a pesquisa sirva como termômetro da opinião pública e ajude a moldar o panorama da corrida eleitoral até o primeiro turno.








