Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta‑feira, 11 de setembro, mostrou que a corrida pelo Senado do Rio de Janeiro continua extremamente disputada. O levantamento aponta que Benedita da Silva (PT) mantém a liderança com 18% das intenções de voto, enquanto os demais candidatos se dividem quase que igualmente nas demais vagas.
Cenário geral da disputa
Os números indicam um eleitorado ainda indeciso, sobretudo na pesquisa espontânea, onde 62% dos entrevistados não souberam citar um candidato. Esse índice representa uma queda em relação aos 77% registrados em 21 de agosto, sinalizando que mais eleitores estão começando a formar opinião.
Na versão estimulada da pesquisa, que lista os nomes dos candidatos, a vantagem de Benedita se mantém, mas os concorrentes se aproximam, criando um quadro de empate técnico para a segunda vaga.
Detalhamento dos candidatos
Os resultados da pesquisa estimulada foram detalhados da seguinte forma:
- Benedita da Silva (PT) – 18%
- Carlos Jordy (PL) – 10%
- Carlos Portinho (PL) – 10%
- Pedro Paulo (PSD) – 7%
- Marcelo Crivella (Republicanos) – 7%
- Monica Benicio (PSOL) – 6%
- Waguinho (Republicanos) – 3%
Os três candidatos que lideram a segunda posição – Carlos Jordy, Carlos Portinho e Pedro Paulo – estão tecnicamente empatados, o que pode levar a uma disputa acirrada nas semanas que antecedem o pleito.
Monica Benicio, do PSOL, aparece com 6% das intenções, demonstrando que a esquerda tem presença relevante, embora ainda distante da liderança.
Metodologia e implicações
O estudo entrevistou 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ‑09217/2026.
Esses dados sugerem que a corrida pelo Senado no Rio pode se definir nos últimos momentos de campanha, com alianças estratégicas e mobilizações de base sendo decisivas.
Analistas apontam que a liderança de Benedita da Silva pode se consolidar se ela conseguir ampliar seu apelo para eleitores indecisos, enquanto os demais candidatos precisam intensificar suas campanhas para quebrar o empate técnico.
Além disso, a alta taxa de eleitores que ainda não têm preferência pode favorecer surpresas de última hora, especialmente se houver debates ou escândalos que alterem a percepção pública.
Em síntese, a pesquisa do Datafolha pinta um quadro de competição intensa, onde cada ponto percentual pode ser decisivo para definir quem ocupará as duas vagas disponíveis para o Rio no Senado Federal.








