Em 20 de outubro de 2024, a pesquisa realizada pela Alfa Inteligência mostrou que Flávio Bolsonaro lidera com 51,5% dos votos válidos contra 48,5% de Lula, no cenário de segundo turno da eleição presidencial no Brasil. O levantamento exclui eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou que ainda não decidiram.
Cenário geral e margem de erro
No cálculo que considera apenas os eleitores decididos, Flávio Bolsonaro avança com 48,8% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45,9%. A diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro de 1,9 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
Quando a pergunta é feita de forma espontânea, sem apresentar os nomes dos candidatos, Flávio obtém 47% das menções e Lula 43%, indicando que a preferência permanece próxima mesmo sem sugestões prévias.
Recortes regionais e demográficos
Os resultados variam significativamente entre as regiões do país. No Centro‑Oeste, Flávio lidera com 61% dos votos, enquanto Lula tem 37%. No Nordeste, a situação se inverte, com Lula alcançando 57% e Flávio 34%.
No Norte, ambos os candidatos ficam empatados em 41%. No Sudeste, Flávio obtém 53% contra 38% de Lula, e no Sul, os percentuais são 52% a 36%, respectivamente.
- Mulheres: Lula à frente.
- Homens: Flávio à frente.
- Eleitores de 16 a 24 anos: Lula lidera.
- Eleitores de 25 a 59 anos: Flávio tem vantagem.
- Renda até dois salários mínimos: Lula 52% vs 43% de Flávio.
- Renda acima de cinco salários mínimos: Flávio 56% vs 40% de Lula.
Entre eleitores com 70 anos ou mais, Lula chega a 67% de preferência, enquanto Flávio registra apenas 30%. No grupo de 35 a 44 anos, a balança se inclina para Flávio, que tem 57% contra 39% de Lula.
Quanto à religião, os católicos estão praticamente divididos (Lula 48% e Flávio 47%). Entre evangélicos, Flávio tem 56% e Lula 39%. Nos entrevistados sem religião, Lula lidera com 63% contra 32% de Flávio.
Evolução da disputa desde julho
Comparando os dados de julho com os de outubro, Flávio avançou 8 pontos percentuais, passando de 41% para 48,8%. Lula, por sua vez, recuou 2 pontos, de 48% para 45,9%.
A parcela de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo caiu de 10% para 3,5% no mesmo período, indicando maior definição das preferências eleitorais.
O potencial de voto, que soma os eleitores certos e os que podem ser convencidos, fica em 48% para Flávio (40% certos + 8% possíveis) e 47% para Lula (37% certos + 10% possíveis).
A rejeição dos candidatos se mantém alta e equilibrada: 45% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio de forma alguma, enquanto 46% declaram o mesmo sobre Lula. Essa taxa de rejeição reduziu-se para Flávio, que passou de 59% em julho para 45% agora.
Aprovação da gestão e percepção do governo
Quanto à avaliação da administração atual, 46% dos respondentes aprovam a forma como Lula conduz o país, enquanto 50% desaprovam. A proporção de aprovação caiu de 47% em julho para 46% agora, e a desaprovação subiu de 51% para 50%.
Na classificação qualitativa, 35% consideram o governo ótimo ou bom, e 43% o avaliam como ruim ou péssimo, indicando um leve aumento da percepção negativa em relação a julho, quando 39% eram positivos e 46% negativos.
Os cruzamentos demográficos mostram que a aprovação de Lula é maior entre eleitores mais jovens, mulheres e pessoas com menor renda, enquanto Flávio tem melhor desempenho entre homens, eleitores de faixa etária média e eleitores com renda mais alta.
Em síntese, a pesquisa Alfa Inteligência revela uma disputa extremamente apertada a poucos dias do segundo turno, com flutuações regionais e demográficas que podem ser decisivas para o resultado final.








