O cantor Péricles lançou nesta sexta‑feira, 25 de setembro, o álbum intitulado “Camuflagem”, que reúne 12 faixas gravadas em estúdio e apresenta diversas colaborações de peso. O disco foi divulgado em todo o Brasil e já está disponível nas principais plataformas digitais. A estreia acontece pouco depois da apresentação memorável no Rock in Rio 2026, onde o artista interpretou sucessos da gravadora Motown.
Novas parcerias e estilos explorados
Em “Camuflagem”, Péricles amplia seu repertório ao abraçar ritmos que vão do pagode ao xote, passando pelo samba‑canção. A estratégia de unir vozes distintas cria um efeito de camuflagem sonora, permitindo que o cantor transite entre diferentes atmosferas sem perder a identidade própria. O resultado é um álbum que, ao mesmo tempo, celebra a tradição e aposta em experimentações contemporâneas.
Entre as colaborações de destaque, a lista inclui:
- Ana Castela: presença marcante em balada romântica que destaca a suavidade da voz feminina.
- Jota.Pê: duetos que misturam samba‑canção e xote, gerando um contraste melódico cativante.
- Ney Matogrosso: interpretação de clássico de Cazuza que traz um tom de nostalgia e ousadia.
- Zeca Pagodinho: parceria que revive um samba de 1930, trazendo ritmo e autenticidade ao disco.
Essas parcerias não são apenas nomes de peso; cada artista contribui com sua assinatura sonora, criando texturas que enriquecem a experiência auditiva. O dueto com Jota.Pê, por exemplo, transforma a faixa “Até quando” em um xote romântico no refrão, enquanto a colaboração com Ney Matogrosso reinterpreta “Faz parte do meu show” com uma pegada bossa‑nova que homenageia Cazuza.
Regravações de clássicos que marcam presença
Além das composições inéditas, “Camuflagem” traz versões renovadas de músicas que já são patrimônio da música popular brasileira. A regravação de “Não quero mais amar a ninguém”, originalmente lançada por Aracy de Almeida em 1936, ganha nova vida ao lado de Zeca Pagodinho, que aporta o swing característico do samba tradicional.
Outra releitura importante é a de “Faz parte do meu show”, sucesso de Cazuza de 1988, que ganha nova roupagem ao ser cantada em dueto com Ney Matogrosso. A produção preserva a essência melódica da obra, ao mesmo tempo em que introduz arranjos contemporâneos que dialogam com o público atual.
Essas escolhas revelam a intenção de Péricles de conectar gerações, trazendo ao ouvinte tanto nostalgia quanto frescor. Ao revisitar clássicos, o artista demonstra respeito pela história musical do país, ao mesmo tempo em que demonstra sua capacidade de reinterpretar e atualizar canções icônicas.
Produção, lançamento e expectativas de público
A produção do álbum ficou a cargo de Izaías Marcelo, que conduziu as sessões de estúdio com foco na clareza vocal e na riqueza instrumental. Cada faixa foi meticulosamente mixada para garantir que a voz potente de Péricles se destaque, mesmo quando acompanhada por arranjos complexos e múltiplas camadas de percussão.
O lançamento, anunciado na última sexta‑feira, 25 de setembro, coincidiu com a alta repercussão da apresentação de Péricles no Rock in Rio 2026, onde ele recebeu elogios por sua interpretação de sucessos da Motown. Essa sincronia de eventos potencializa a expectativa do público, que já demonstra interesse em conferir o álbum nas plataformas de streaming.
Entre as faixas que merecem atenção, destacam‑se “Deixei ir”, escrita por Prateado e Thiaguinho, e “Tá tudo errado”, um pagode que abre o disco e sinaliza a diversidade temática do projeto. “Marcando território”, de Elizeu Henrique e Cleitinho Persona, também oferece um convite ao ouvinte para reconhecer a versatilidade do cantor.
Com uma combinação de novos lançamentos, regravações e colaborações estratégicas, “Camuflagem” se posiciona como um dos lançamentos mais ambiciosos do cenário musical brasileiro em 2024. A expectativa é que o álbum não só consolide a carreira de Péricles, mas também amplie seu alcance para públicos que ainda não o conhecem.
Em resumo, o disco entrega um panorama amplo das possibilidades artísticas do cantor, demonstrando que ele consegue camuflar diferentes estilos sem perder a força da própria voz. Os fãs e críticos já apontam que a obra tem potencial para gerar hits nas rádios, playlists de streaming e, claro, nos palcos de turnês futuras.








