Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada na terça‑feira, 8 de setembro, revelou o panorama da disputa pelo Senado no Rio de Janeiro. O levantamento, realizado entre 4 e 7 de setembro, entrevistou 1.302 eleitores fluminenses e traz informações sobre a preferência dos votantes. Os dados apontam mudanças relevantes nos números de alguns candidatos.
Resultados gerais da sondagem
O candidato do PT, Benedita, manteve a liderança ao conquistar 15% das intenções de voto. Essa porcentagem representa um aumento sutil, mas suficiente para manter a vantagem sobre os demais concorrentes. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, o que indica que os números podem variar levemente para mais ou para menos.
Quatro nomes aparecem como potenciais concorrentes à segunda vaga, pois estão dentro da margem de erro e praticamente empatados. Entre eles, destacam‑se representantes de diferentes siglas, o que demonstra a fragmentação do eleitorado. Essa situação cria um cenário de alta competitividade nas semanas que antecedem a eleição.
Desempenho dos principais candidatos
Marcelo Crivella, do Republicanos, surpreendeu ao ultrapassar o bolsonarista Carlos Jordy, do PL, registrando 8% das intenções de voto contra 6% do rival. Essa inversão de posições pode refletir estratégias de campanha mais eficazes ou maior visibilidade nas mídias locais.
Pedro Paulo, do PSD, também mostrou evolução significativa, dobrando sua participação de 3% para 6% no período analisado. O salto indica que o candidato está ganhando tração entre eleitores indecisos ou que ainda não haviam se manifestado nas pesquisas anteriores.
Os demais concorrentes, embora não tenham alcançado números expressivos, permanecem relevantes por estarem dentro da margem de erro. Isso inclui nomes que ainda não são amplamente reconhecidos, mas que podem se beneficiar de alianças ou debates futuros.
Metodologia e margem de erro
A pesquisa foi conduzida de forma estimulada, ou seja, os entrevistados tiveram acesso a uma lista com os nomes dos candidatos. Esse método costuma gerar resultados mais precisos, pois permite que o eleitor identifique a opção que prefere dentre os nomes apresentados.
Na versão espontânea, em que os nomes não são mostrados, 82% dos entrevistados não souberam citar nenhum candidato. Esse dado evidencia o baixo grau de conhecimento do eleitorado sobre a corrida senatorial, reforçando a importância de campanhas de informação.
Foram ouvidos 1.302 eleitores fluminenses entre os dias 4 e 7 de setembro. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais, parâmetros padrão para estudos de opinião pública.
Implicações para a campanha
Com Benedita consolidada na primeira posição, os demais candidatos precisarão intensificar suas estratégias de mobilização para disputar a segunda vaga. A ascensão de Crivella pode motivar o PL a redobrar esforços de comunicação e a buscar alianças regionais.
Pedro Paulo, ao dobrar seu percentual, demonstra que a mensagem de seu programa está encontrando ressonância entre eleitores que ainda não tinham decidido seu voto. Essa tendência pode influenciar a distribuição de recursos de campanha nos próximos meses.
A alta taxa de desconhecimento na pesquisa espontânea indica que ainda há espaço para que candidatos menos conhecidos ganhem visibilidade. Debates televisivos, visitas a comunidades e presença nas redes sociais serão fundamentais para transformar a curiosidade em apoio efetivo.
- Benedita (PT) – 15% das intenções de voto
- Marcelo Crivella (Republicanos) – 8%
- Carlos Jordy (PL) – 6%
- Pedro Paulo (PSD) – 6%
- Outros quatro candidatos – dentro da margem de erro
O registro da pesquisa no TRE é RJ-04768/2026, e o estudo foi contratado pela Globo, o que garante transparência e acompanhamento institucional. A divulgação dos números deve influenciar não apenas os candidatos, mas também analistas políticos e partidos que buscam ajustar suas estratégias.
Em síntese, a sondagem evidencia um cenário dinâmico e ainda indefinido, onde a liderança permanece firme, mas a disputa pela segunda vaga está aberta. Os próximos dias trarão intensas campanhas, debates e possíveis mudanças de alianças, que podem alterar o panorama apresentado.








