Mônica Salmaso, João Camarero e Teco Cardino retornam ao palco de São Paulo para apresentar o espetáculo musical “Tom”. O show acontecerá em 24 de setembro no Teatro Iguatemi, marcando mais um capítulo da homenagem ao centenário de Antonio Carlos Jobim, nascido em 25 de janeiro de 1927. A apresentação reúne standards consagrados e raridades que poucos conhecem, prometendo emocionar fãs de todas as gerações.
O retorno de “Tom” ao cenário musical
Estreado em 11 de junho de 2025 no Jardim Sonoro – Festival de Música de Inhotim, em Brumadinho (MG), o projeto ganhou rapidamente reconhecimento nacional. Depois de uma segunda apresentação em 26 de outubro na Casa de Francisca, em São Paulo, o espetáculo volta agora para a capital paulista em data única. A escolha do Teatro Iguatemi reforça a intenção de alcançar um público amplo, combinando a tradição dos grandes teatros com a energia de um show intimista.
O timing da apresentação não é aleatório. O centenário de Tom Jobim será celebrado ao longo de 2027, e a produção “Tom” já se posiciona como um dos principais pilares dessa comemoração. Ao trazer à tona tanto sucessos quanto composições pouco divulgadas, o show oferece uma experiência completa da obra de Jobim, alinhada ao calendário de tributos que se desenha para o próximo ano.
Repertório: standards e raridades de Tom Jobim
O coração do espetáculo está na escolha cuidadosa das músicas. O trio interpreta clássicos que já marcaram a história da Bossa Nova e da MPB, ao mesmo tempo que resgata obras quase esquecidas. Cada canção recebe o tratamento vocal de Mônica Salmaso, reconhecida por sua voz lírica e precisão estilística.
Entre os standards mais conhecidos, o público pode esperar ouvir:
- Águas de Março (1972)
- Chovendo na Roseira (1971)
- Correnteza (1973)
- Estrada do Sol (1958)
- Luiza (1981)
- O Morro Não Tem Vez (1963)
- O Que Tinha de Ser (1959)
- Piano na Mangueira (1992)
- Por Causa de Você (1957)
- Tema de Amor de Gabriela (1983)
- Triste (1967)
Além desses hits, o programa inclui raridades que raramente são executadas ao vivo:
- Boto (1975)
- Canção em Modo Menor (1963)
- Meninos, Eu Vi (1983)
- O Tempo e o Vento (1985)
- Olha pro Céu (1960)
- Pato Preto (1991)
- Sucedeu Assim (1957)
Essa mistura de familiar e desconhecido cria uma narrativa musical que honra a versatilidade de Jobim, mostrando que seu legado vai muito além dos sucessos de rádio.
A formação e a química do trio
João Camarero, violonista de sete cordas, traz ao conjunto uma sonoridade rica e ao mesmo tempo delicada, capaz de acompanhar a voz de Salmaso sem jamais ofuscar. Seu estilo combina técnica clássica com improvisação jazzística, proporcionando arranjos que realçam a melodia de cada composição.
Teco Cardoso, multi-instrumentista, alterna entre flauta, flauta de bambu e sax tenor, acrescentando texturas sonoras que variam de tons etéreos a timbres mais robustos. Essa versatilidade permite transitar entre momentos de intimidade e explosões de energia, exatamente como a música de Jobim exige.
Mônica Salmaso, por sua vez, assume o papel de narradora. Sua interpretação vocal, marcada por nuances emocionais e um controle impecável da respiração, confere nova vida às letras de Vinícius de Moraes, Chico Buarque e outros parceiros de Jobim. A química entre os três músicos é evidente a cada troca de acordes, criando um diálogo que parece conversar diretamente com o público.
Perspectivas para o futuro e o centenário de Jobim
Embora ainda não haja confirmação oficial, há fortes indícios de que o espetáculo “Tom” possa ser registrado em áudio ou vídeo antes do centenário de 2027. Um álbum ao vivo ou uma gravação de estúdio traria ainda mais visibilidade ao projeto e consolidaria sua importância dentro do calendário de homenagens ao compositor.
Além disso, a repercussão do show pode inspirar outras iniciativas, como workshops, exposições e programas educativos que explorem a obra de Jobim. A participação de artistas como Salmaso, Camarero e Cardoso reforça a ideia de que a música brasileira continua viva e em constante renovação.
Para quem deseja garantir ingresso, recomenda‑se atenção às redes sociais oficiais dos artistas e do Teatro Iguatemi, onde atualizações sobre disponibilidade de vagas e possíveis novas datas serão divulgadas. A experiência promete ser única, combinando tradição, inovação e a paixão de três músicos que dedicam suas carreiras a perpetuar a magia de Tom Jobim.
Em síntese, “Tom” não é apenas um show; é uma celebração cultural que reúne história, talento e um profundo respeito pela obra de um dos maiores compositores do mundo. A apresentação de 24 de setembro representa um convite para reviver memórias, descobrir novas melodias e, sobretudo, sentir a música como uma ponte entre gerações.








