Uma pesquisa do Instituto Datafolha, realizada entre junho e julho de 2024, mostrou que 71% dos alunos da rede estadual de ensino utilizam inteligência artificial nos estudos. O levantamento entrevistou 5.296 estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental II e da 1ª à 3ª série do ensino médio, com idades entre 12 e 21 anos, em todas as regiões do Brasil.
Expectativas dos estudantes para a nova gestão estadual
Quando questionados sobre o que esperam do próximo governador, os jovens apresentaram demandas claras. Um quarto dos estudantes do ensino médio priorizou a melhoria da qualidade de ensino e da aprendizagem, enquanto 22% dos alunos do fundamental apontaram a necessidade de melhorar a estrutura física das escolas.
Além desses pontos, os entrevistados mencionaram também a ampliação do acesso à tecnologia, o fortalecimento de programas de apoio ao aluno, a inclusão de estudantes com necessidades especiais e o aumento de investimentos financeiros na educação.
- Melhoria da aprendizagem
- Reforma da infraestrutura escolar
- Expansão da tecnologia em sala de aula
- Apoio psicossocial ao estudante
- Maior investimento público
Motivação docente e lacunas na presença de professores
A percepção dos alunos sobre a motivação dos professores varia entre os ciclos de ensino. No fundamental, 78% dos estudantes afirmam que os professores estão motivados, enquanto no ensino médio esse índice cai para 69%.
Quanto à ausência de docentes, 66% dos alunos do fundamental acreditam que há disciplinas que ficam períodos sem professor, e 61% dos estudantes do médio compartilham da mesma opinião. Esses números indicam que a continuidade do acompanhamento pedagógico ainda é um desafio.
Tecnologia e inteligência artificial na prática escolar
A presença da tecnologia nas aulas é percebida como positiva pela maioria dos estudantes. Setenta por cento dos entrevistados relatam que os professores utilizam recursos digitais pelo menos uma vez por semana.
Entretanto, apenas 71% dos alunos dizem usar ferramentas de IA com frequência ou ocasionalmente nos estudos, e um terço dos estudantes discordam que seus professores estejam suficientemente preparados para aplicar essas tecnologias.
- 71% usam IA nos estudos
- 70% veem tecnologia nas aulas semanalmente
- 33% consideram que os professores não dominam a IA
Modelos de tempo integral e itinerários de aprofundamento
Os estudantes que frequentam escolas em tempo integral avaliam a qualidade da instituição de forma mais positiva: 74% classificam a escola como boa ou ótima, contra 68% dos que estudam no modelo regular.
Essa diferença se reflete no tempo disponível para atividades extracurriculares, esportivas, artísticas e preparação para o vestibular, aspectos citados como benefícios do regime integral.
Outro fator determinante é a possibilidade de escolher um itinerário formativo. Noventa por cento dos alunos que tiveram liberdade total para escolher sua área de aprofundamento avaliam o itinerário como bom ou ótimo, enquanto apenas 43% dos que tiveram pouca ou nenhuma escolha compartilham da mesma avaliação.
Esses resultados apontam que a personalização do percurso educacional e a ampliação de oportunidades de aprendizagem prática são estratégias eficazes para melhorar a percepção dos estudantes sobre a qualidade da educação pública.








