Uma pesquisa divulgada nesta terça‑feira, 20 de outubro, indica que a atual governadora do Acre, Mailza Assis (PP), tem 59% das intenções de voto para o segundo turno das eleições estaduais. O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de outubro, com 1.600 eleitores entrevistados, e traz margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Contexto da pesquisa
A pesquisa, registrada no TSE sob o código AC-09297/2026, foi conduzida pelo Real Time Big Data, empresa especializada em análise de dados eleitorais. O objetivo foi mapear a preferência dos eleitores acreanos após a saída do governador Gladson Camelí (PP) para a disputa ao Senado.
Mailza Assis assumiu a chefia do executivo estadual em abril, quando o governador anterior renunciou para concorrer ao Senado, ficando, porém, inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Desde então, ela tem comandado a administração do estado, focando em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Cenário político no Acre
No confronto direto, o adversário de Mailza é o senador Alan Rick (Republicanos), que acumula 41% das intenções de voto segundo a mesma pesquisa. O candidato tem buscado destacar sua experiência no Congresso, mas ainda enfrenta desafios para superar a popularidade da atual governadora.
Os números revelam uma diferença de 18 pontos percentuais, o que sugere uma vantagem confortável para Mailza. Caso o resultado se confirme nas urnas, ela se juntará a um seleto grupo de mulheres que governam estados brasileiros, ao lado de Raquel Lyra, governadora de Pernambuco, eleita no primeiro turno.
- Mailza Assis: 59% das intenções de voto;
- Alan Rick: 41% das intenções de voto;
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais;
- Confiança: 95%;
- Amostra: 1.600 eleitores acreanos.
Além dos números, a pesquisa apontou que 68% dos entrevistados consideram a governadora como “a melhor opção” para continuar os projetos de desenvolvimento iniciados em seu mandato. Esse sentimento se reflete especialmente nas áreas rurais, onde programas de apoio ao pequeno produtor têm gerado resultados positivos.
Impactos da possível reeleição
Se Mailza Assis for reeleita, o Acre deverá manter a continuidade das políticas públicas já implementadas, como o programa de expansão da rede de saúde básica e a ampliação de escolas técnicas. Analistas apontam que a estabilidade política pode atrair novos investimentos, sobretudo nos setores de energia renovável e mineração sustentável.
Por outro lado, a vitória de Alan Rick poderia representar uma mudança de rumo, com foco maior em projetos de infraestrutura de grande porte e maior integração do estado com a região amazônica. Contudo, a diferença de intenção de voto ainda deixa margem para reviravoltas até o dia da votação.
Especialistas em ciência política ressaltam que a presença de mulheres em cargos executivos de estado tem impacto positivo na percepção de igualdade de gênero e na agenda de políticas sociais. A reeleição de Mailza Assis reforçaria essa tendência, inspirando outras lideranças femininas a buscar posições de destaque.
Em termos de campanha, a governadora tem investido fortemente em comunicação digital, utilizando redes sociais, podcasts e newsletters para manter o eleitorado informado sobre os avanços de seu governo. Essa estratégia tem gerado engajamento, principalmente entre eleitores jovens, que representam um segmento crescente da população acreana.
Enquanto isso, Alan Rick tem apostado em visitas a municípios estratégicos e em alianças com lideranças locais para ampliar sua base de apoio. Seu discurso enfatiza a necessidade de “renovar” a gestão e trazer “novas ideias” para o estado.
O cenário eleitoral do Acre, portanto, se apresenta como uma disputa entre a continuidade de políticas já em andamento e a proposta de mudança de direção. A pesquisa atual indica que a maioria dos eleitores ainda prefere a estabilidade oferecida por Mailza Assis.
Independentemente do resultado, o segundo turno das eleições estaduais no Acre será observado de perto pelos analistas nacionais, que veem o estado como um termômetro da aceitação de lideranças femininas no cenário político brasileiro.








