Na noite de 22 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, com um discurso que abordou soberania, recursos estratégicos e a integridade do processo eleitoral brasileiro. O pronunciamento, transmitido ao vivo para mais de 190 países, trouxe mensagens que podem ser interpretadas como alertas diretos ao governo dos Estados Unidos.
Defesa da soberania nacional
Lula começou ressaltando que o Brasil não aceita ser tratado como extensão de interesses externos. Ao citar os conflitos armados que afetam diversas regiões, afirmou que o país “não cabe no quintal de ninguém”. Essa frase reforça a posição de independência frente a pressões diplomáticas e militares.
O presidente ainda destacou a importância da América Latina como bloco que deve se posicionar de forma autônoma em relação à maior potência militar do mundo. Ele enfatizou que a cooperação regional não pode ser usada como pretexto para intervenções externas.
Recursos naturais e tecnologia
Em seguida, Lula abordou a questão dos minerais críticos, essenciais para a transição energética global. Declarou que o Brasil não cederá a exigências de multinacionais que buscam acesso irrestrito a esses recursos, especialmente às terras raras presentes em seu território.
O líder brasileiro também mencionou o sistema de pagamentos instantâneos Pix, afirmando que ele permanecerá sob controle soberano e que o governo não aceitará pressões de empresas estrangeiras para modificar sua estrutura ou sua governança.
- “O Brasil não cederá a pressões sobre minerais críticos”
- “O Pix continuará sob gestão nacional”
- “Nenhum país pode ditar como usamos nossos recursos”
Comércio e tarifas como arma
Lula dedicou parte do discurso ao comércio internacional, alertando que o uso de tarifas como ferramenta de coerção é inaceitável. Ele pediu que as nações respeitem regras comerciais justas, sem recorrer a medidas protecionistas que visem enfraquecer economias emergentes.
Ao mencionar os Estados Unidos, o presidente brasileiro sugeriu que a imposição de barreiras tarifárias pode ser interpretada como forma de chantagem econômica, prejudicando a cooperação multilateral.
Eleições e desinformação
Na conclusão da sua fala, Lula voltou sua atenção para as eleições brasileiras previstas para outubro de 2026. Ele garantiu que o país não permitirá que “inimigos da democracia, internos e externos”, tentem interferir no voto popular.
O presidente alertou sobre redes de desinformação que, segundo ele, buscam manipular o debate público durante a campanha. Também fez referência implícita à classificação de facções criminosas como terroristas pelos Estados Unidos, indicando preocupação com possíveis interferências na segurança pública.
Em resumo, o discurso de Lula na ONU serviu como plataforma para reafirmar a independência do Brasil, proteger seus recursos estratégicos, defender um comércio justo e salvaguardar a integridade do processo eleitoral contra intervenções externas.








