Lula da Silva interrogou Flávio Bolsonaro sobre quais medidas pretende adotar no Nordeste, durante o debate transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026. A pergunta ocorreu ao vivo, diante de milhões de espectadores, e destacou a importância da região nas eleições que se decidirão no domingo, 25 de outubro.
O contexto do debate
O último debate do segundo turno, organizado pela Globo, reuniu os dois candidatos presidenciais: Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. A transmissão foi simultânea na TV Globo, na GloboNews e no portal g1, garantindo ampla cobertura nacional.
Moderado por César Tralli, o programa seguiu o roteiro tradicional de confrontos diretos, com tempo limitado para respostas e réplicas. O objetivo principal era permitir que o eleitorado comparasse as propostas dos candidatos em temas críticos, como economia, segurança e desenvolvimento regional.
As perguntas de Lula
Lula iniciou sua intervenção com uma pergunta direta: “O que o senhor pretende fazer pelo Nordeste, região que historicamente sofre com a falta de investimentos e com a crise hídrica?” A indagação buscava forçar o adversário a detalhar políticas concretas, ao invés de respostas genéricas.
Além da questão central, Lula destacou três pontos que considera essenciais para a região: geração de empregos, fortalecimento da agricultura familiar e ampliação da infraestrutura de saneamento. Cada um desses itens foi apresentado como prioridade para reduzir a desigualdade entre o Sudeste e o Nordeste.
- Empregos: criação de vagas em setores como energia renovável e turismo.
- Agricultura familiar: apoio a crédito barato e assistência técnica.
- Saneamento: investimentos em redes de água e esgoto.
Ao final da pergunta, Lula ainda ressaltou que o Nordeste tem sido decisivo em eleições anteriores e que o candidato que não apresentar um plano sólido perderá a confiança dos eleitores da região.
A resposta de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro respondeu que seu governo priorizará projetos de energia solar e eólica, aproveitando o alto potencial natural da região. Ele afirmou que a energia renovável criará milhares de empregos e reduzirá a dependência de fontes externas.
Em relação à agricultura familiar, o candidato prometeu simplificar o acesso ao crédito rural, reduzir a burocracia e ampliar programas de capacitação. Ele citou ainda a intenção de criar um “Fundo Nordeste” com recursos provenientes de parcerias público‑privadas.
- Energia renovável: 5 GW de capacidade instalados até 2030.
- Crédito rural: redução de 30% nas taxas de juros para pequenos produtores.
- Fundo Nordeste: investimento de R$ 10 bilhões em infraestrutura.
Na sequência, Flávio destacou que seu plano inclui a construção de novas estradas e a modernização de portos, visando melhorar a logística e facilitar a exportação de produtos regionais.
Ele encerrou afirmando que, ao contrário de promessas vagas, seu programa tem metas claras, prazos definidos e indicadores de desempenho que serão acompanhados por órgãos independentes.
Repercussões e expectativas para o segundo turno
Analistas políticos apontam que o debate pode influenciar decisivamente o voto no Nordeste, onde a margem entre os candidatos está estreita. A reação nas redes sociais mostrou polarização: apoiadores de Lula elogiaram a firmeza da pergunta, enquanto seguidores de Flávio destacaram a clareza das propostas apresentadas.
Especialistas em comunicação eleitoral ressaltam que a forma como cada candidato articula suas ideias, usando linguagem simples e exemplos concretos, pode ser tão importante quanto o conteúdo das propostas.
Além disso, a presença de jornalistas e comentaristas durante o programa gerou debates adicionais sobre a viabilidade dos projetos apresentados, especialmente no que tange ao financiamento do “Fundo Nordeste”.
Com o segundo turno marcado para o domingo, 25 de outubro, a corrida eleitoral entra na fase final, onde cada detalhe conta. O Nordeste, que representa cerca de 15% dos votos nacionais, será, portanto, um dos principais campos de batalha políticos.
Em síntese, o debate da Globo trouxe à tona questões cruciais para o futuro da região, colocando em evidência as diferenças de abordagem entre Lula e Flávio Bolsonaro. Resta agora observar como essas discussões se transformarão em decisões de voto nas urnas.








