Lula foi reeleito no domingo, 25 de outubro, e encerrou o segundo turno da eleição presidencial brasileiro na dianteira entre os eleitores que residem fora do país. O senador Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, conquistando a maioria dos votos em 38 nações. O mapa de resultados revela diferenças marcantes entre continentes e cidades.
Distribuição dos votos por continentes
Mais de um terço dos votos válidos no exterior concentrou‑se na América, onde Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado. Nos Estados Unidos, ele recebeu 53.718 votos, superando os 32.023 de Lula. Na América Latina, a disputa foi mais equilibrada, com o petista vencendo no México e na Guiana Francesa.
Na Europa, Lula obteve vantagem expressiva, liderando em 25 países e somando 120.314 votos (67,12%). O adversário ficou com 58.930 votos (32,88%). A região representou quase metade dos votos brasileiros registrados fora do território nacional.
Na Ásia, Flávio Bolsonaro foi o mais votado, especialmente no Japão, onde recebeu 28.538 votos (80,08%). Lula conquistou apenas 7.098 votos (19,92%) naquele país. Em termos de número de países vencidos, ambos os candidatos empataram em 14.
Na Oceania, Lula liderou nos dois países com urnas, acumulando 6.435 votos (64,34%) contra 3.566 (35,66%) de Flávio. Na África, o petista venceu em 13 países, embora o total de votos tenha sido o menor entre as regiões, com apenas 836 para Lula e 654 para Flávio.
Variações entre o primeiro e o segundo turno
Comparado ao primeiro turno, Flávio Bolsonaro virou o resultado em quatro países e três cidades, enquanto Lula avançou em dois países e sete cidades. As mudanças mais notáveis ocorreram na Costa Rica e na Venezuela, onde o senador ultrapassou o petista, e no México e na Guiana Francesa, onde Lula retomou a liderança.
Nos Estados Unidos, a diferença foi de 21.695 votos a favor de Flávio. Na Europa, a margem de Lula foi de 61.384 votos, quase dobrando a do adversário. Na Ásia, a vantagem de Flávio no Japão foi decisiva para o resultado regional.
Países e cidades sem comparecimento
Em quatro países onde havia urnas – Antígua e Barbuda, Barbados, Belize e Santa Lúcia – nenhum eleitor compareceu. Na África, 17 países, incluindo Camarões, Etiópia e Zimbábue, registraram ausência total de votação.
- Antígua e Barbuda
- Barbados
- Belize
- Santa Lúcia
Esses vazios apontam para desafios logísticos e de mobilização da diáspora brasileira em determinadas regiões.
Impacto dos resultados no cenário político
O desempenho de Lula no exterior reforça sua base entre eleitores expatriados, sobretudo na Europa, onde a comunidade brasileira tem forte presença em países como Portugal, Espanha e Itália. Já o avanço de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e no Japão indica apoio significativo entre brasileiros que vivem em áreas com alta concentração de profissionais liberais e estudantes.
Analistas apontam que a diferença de 47.249 votos a mais para Lula no exterior, em comparação ao segundo turno de 2022, pode influenciar a percepção de legitimidade internacional da nova gestão. Contudo, o total de votos no exterior ainda representa uma parcela pequena do eleitorado nacional.
Os resultados também ressaltam a importância de campanhas digitais e de redes sociais, que foram intensamente utilizadas por ambos os candidatos para alcançar eleitores em diferentes fusos horários.
Em síntese, a eleição no exterior mostrou um panorama diversificado, com lideranças distintas em cada continente, refletindo as particularidades demográficas e econômicas das comunidades brasileiras ao redor do mundo.








