Na tarde de sábado, 24 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou seu último ato de campanha antes do segundo turno das eleições presidenciais, que ocorre no domingo, 25. O percurso ocorreu ao longo da Avenida Paulista, em São Paulo, onde milhares de apoiadores se reuniram para demonstrar apoio ao candidato à reeleição.
Concentração e percursos na maior avenida da cidade
Por volta das 13h30, manifestantes já ocupavam a região em frente ao MASP, criando um corredor de apoio que se estendeu até a Avenida Treze de Maio. Quando o relógio marcou 15h30, ex-ministros como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet chegaram ao local, reforçando a presença de lideranças políticas.
Lula chegou pouco antes das 16h, acompanhado da primeira‑dama Rosângela da Silva, da Janja, do vice‑presidente Geraldo Alckmin, do ministro Guilherme Boulos e de Márcio França. A caminhada percorreu quase toda a extensão da avenida, que tem 2,8 km, ocupando cerca de 14 dos 18 quarteirões.
Discursos e mensagens de otimismo
Em seu discurso, o presidente exaltou a participação cidadã, afirmando que nunca antes se havia visto uma mobilização tão ampla nas eleições. “É o povo que está organizando, e não partidos”, declarou, ressaltando a força da sociedade civil em todo o país, inclusive nas cidades do Amazonas.
Lula também transmitiu confiança no resultado das urnas: “Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. A sociedade brasileira quer mudança estrutural e não retrocesso”. Essa mensagem de esperança ecoou entre os presentes, que reagiram com aplausos e cantos.
Comparativo de atos de campanha nas principais capitais
Enquanto Lula concentrava sua campanha na Paulista, seu adversário Flávio Bolsonaro iniciava a última fase da disputa em Belo Horizonte e, posteriormente, reunia apoiadores na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No Rio, a concentração começou às 9h, com o presidente chegando ao local por volta das 11h15 e embarcando em veículo às 11h40.
Ao lado de figuras como a deputada Benedita da Silva, o ex‑prefeito Eduardo Paes, o atual prefeito Eduardo Cavaliere e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, Lula agradeceu ao povo brasileiro: “O que o povo fez neste 2º turno não estava escrito em nenhuma página da nossa sociologia”.
Participantes e apoio institucional
- Primeira‑dama Rosângela da Silva
- Janja, esposa do presidente
- Vice‑presidente Geraldo Alckmin (PSB)
- Ministro Guilherme Boulos (PSOL)
- Márcio França (PSB)
- Ex‑ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB)
Essas lideranças reforçaram a mensagem de unidade e a importância de um voto consciente no segundo turno. Cada um deles destacou a necessidade de políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades e o fortalecimento da economia nacional.
Impacto da mobilização nas urnas
Analistas políticos apontam que a presença massiva de eleitores nas ruas pode influenciar a decisão de indecisos, sobretudo nas capitais onde a disputa costuma ser mais acirrada. A Avenida Paulista, símbolo da classe média urbana, tornou‑se palco de um espetáculo político que buscou transformar a energia das manifestações em votos.
Além disso, a cobertura em tempo real pelas redes sociais ampliou o alcance do evento, permitindo que pessoas de outras regiões acompanhassem a marcha e se sentissem parte da mesma corrente de apoio. Esse efeito de amplificação digital pode ser decisivo nas últimas horas de campanha.
Expectativas para o segundo turno
Com a votação marcada para domingo, 25 de outubro, as urnas prometem ser o palco final de uma disputa que tem mobilizado diferentes segmentos da sociedade. A mensagem central de Lula – mudança estrutural e rejeição ao retrocesso – busca consolidar o apoio obtido nas ruas e converter entusiasmo em votos.
Os resultados ainda são incertos, mas a estratégia de concentrar esforços em grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, demonstra a aposta do candidato na força da mobilização popular. O país aguarda o desfecho com atenção, enquanto a campanha segue nos últimos momentos antes da apuração.








