Lula foi reeleito presidente do Brasil nas eleições de 2026, consolidando a vitória no segundo turno realizado em outubro. O resultado oficial, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, mostrou um aumento expressivo de votos em todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. Essa expansão de apoio ocorreu entre o primeiro e o segundo turno, refletindo mudanças no comportamento do eleitorado.
Expansão nacional da votação
De acordo com os dados do TSE, o candidato do PT passou de 53.722.151 votos no primeiro turno para 64.056.078 votos no segundo, um acréscimo de mais de dez milhões de eleitores. Essa soma não inclui ainda o contingente de brasileiros residentes no exterior, que elevou o total para 64.256.232 votos válidos. Em termos percentuais, o petista alcançou 51,79% dos votos válidos, superando o adversário Flávio Bolsonaro, que ficou com 48,21%.
O levantamento comparativo considerou apenas o número absoluto de votos, sem analisar a variação percentual sobre o total de eleitores. Por isso, não é possível atribuir o crescimento a transferências específicas de eleitores entre candidatos. O que fica claro, porém, é que nenhum estado registrou queda no número de votos para Lula entre os dois turnos.
Regiões que mais impulsionaram o resultado
Os maiores aumentos em números absolutos foram observados nos estados mais populosos do Sudeste. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideraram a lista, refletindo a densidade demográfica e a mobilização de eleitores nesses locais. Ainda assim, o petista terminou o segundo turno atrás de Flávio Bolsonaro em São Paulo e no Rio de Janeiro, apesar do crescimento absoluto.
No Nordeste, a tendência foi igualmente favorável. Lula venceu nos nove estados da região, com destaque para a Bahia, onde adicionou 820.487 votos, e Pernambuco, que registrou um acréscimo de 563.542 votos. Esses números reforçam a força do candidato nas áreas tradicionalmente progressistas.
- São Paulo – maior aumento absoluto de votos
- Minas Gerais – vitória com 50,43% dos votos válidos
- Rio de Janeiro – crescimento significativo, porém ficou em segundo
- Bahia – 820.487 votos a mais
- Pernambuco – 563.542 votos a mais
Os menores incrementos foram registrados em estados com menor população, como Roraima, Acre e Amapá. Mesmo nesses locais, o número de votos de Lula aumentou, embora de forma mais modesta.
Crescimento proporcional e destaque de Goiás
Quando analisamos o crescimento em termos percentuais, o estado de Goiás sobressaiu. O candidato passou de 1.188.880 votos no primeiro turno para 1.585.555 no segundo, representando um salto de 33,37% sobre sua votação anterior. Esse percentual supera o ganho relativo observado em outros estados, embora o número absoluto ainda seja inferior ao dos grandes centros.
É importante observar que o percentual de crescimento não se confunde com a fatia de votos válidos conquistados. Enquanto Goiás registrou a maior alta proporcional, seu percentual de votos válidos no segundo turno ficou abaixo da média nacional, refletindo a diferença entre crescimento bruto e desempenho eleitoral.
Em termos de participação, o eleitorado brasileiro demonstrou maior engajamento no segundo turno, com 100% das seções apuradas nas 26 unidades da federação. Esse cenário contribuiu para a consolidação dos números finais e para a transparência do processo.
Impacto da votação no exterior
Os brasileiros que residem fora do país também exerceram influência no resultado final. Com a inclusão dos votos do exterior, o total de Lula chegou a 64.256.232, enquanto Flávio Bolsonaro somou 59.826.041. Essa diferença reforça a importância da diplomação e da mobilização de eleitores expatriados nas eleições presidenciais.
Embora os números do exterior representem uma parcela pequena em relação ao total nacional, eles foram decisivos para fechar a margem de vitória do petista. O TSE destacou que a totalização desses votos foi feita com total regularidade e dentro dos prazos legais.
Além disso, a participação de eleitores no exterior evidencia a crescente conectividade da diáspora brasileira, que tem acesso facilitado a informações e canais de votação.
Considerações finais sobre o panorama eleitoral
O aumento de votos de Lula em todos os estados indica uma consolidação de apoio que ultrapassa diferenças regionais. Mesmo nos estados onde o candidato ficou em segundo, como São Paulo e Rio de Janeiro, o número absoluto de eleitores que mudaram de posição foi expressivo.
Os resultados apontam para uma tendência de ampliação da base de apoio ao governo, o que pode influenciar a agenda política nos próximos quatro anos. A capacidade de mobilizar eleitores em contextos diversos – desde grandes metrópoles até regiões menos populosas – demonstra a força organizacional do partido e de suas alianças.
Por fim, a análise dos dados do TSE reforça a importância de monitorar tanto o crescimento absoluto quanto o percentual, pois cada métrica oferece insights diferentes sobre o comportamento eleitoral. Enquanto o aumento absoluto destaca a massa de eleitores conquistada, o crescimento percentual evidencia a eficácia da campanha em estados com menor eleitorado.








