Em um momento inesperado, a primeira‑dama Janja Lula da Silva respondeu “vai se catar, meu filho” a um jornalista que indagou sobre o ânimo do presidente Luiz Inácio Lula da da Silva. A troca de farpas ocorreu neste domingo, 25 de setembro, durante a votação na Escola Estadual João Firmino, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O incidente ganhou repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional.
Reação inesperada da primeira‑dama
Janja, que costuma adotar um tom mais conciliador em entrevistas, surpreendeu ao usar a expressão popular para repreender o repórter. A frase foi captada pelos microfones da coletiva e rapidamente circulou em vídeos curtos. Muitos internautas interpretaram a resposta como um sinal de impaciência diante das críticas à condução da campanha.
Segundo fontes próximas ao Palácio do Planalto, Janja não havia planejado intervir naquele momento. Ela estava ao lado do presidente, acompanhando a votação, quando o jornalista levantou a questão sobre o desânimo de Lula diante das pesquisas. A resposta foi imediata e direta, sem rodeios.
Especialistas em comunicação política apontam que o uso de linguagem coloquial pode gerar empatia com eleitores mais populares, mas também corre o risco de ser visto como falta de profissionalismo. O episódio reacendeu o debate sobre o papel das figuras públicas nas entrevistas ao vivo.
Contexto político e a votação
Na manhã de domingo, Lula votou para o quarto mandato, cerca das 9h15, ao lado de importantes lideranças do partido. Estavam presentes o vice‑presidente Geral Alckmin, o ex‑governador Fernando Haddad, e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. A votação ocorreu em um colégio público, reforçando a mensagem de proximidade com a população.
- Vice‑presidente: Geral Alckmin
- Ex‑governador: Fernando Haddad
- Candidatas ao Senado: Marina Silva e Simone Tebet
O momento foi marcado por manifestações de apoio ao presidente. Enquanto Lula se retirava da imprensa, apoiadores entoavam cantos como “Olê, Olê, Olá, Lula, Lula”. A atmosfera demonstrou a força da base petista nas ruas do ABC.
As pesquisas divulgadas na semana anterior mostravam Lula com uma vantagem de apenas um ponto percentual sobre Flávio Bolsonaro. Esse estreito intervalo alimentou especulações sobre a vulnerabilidade da candidatura, especialmente após a divulgação de supostos escândalos envolvendo o Banco Master.
Declarações de Lula e implicações para a campanha
Após a votação, Lula fez declarações contundentes sobre o futuro do Brasil. Ele afirmou que o país não avançará com milicianos nem com a “orgia” que gira em torno da quadrilha do Banco Master. Embora não tenha citado Flávio Bolsonaro pelo nome, a referência era clara para os eleitores atentos.
O presidente também ressaltou que a decisão final cabe aos eleitores. “Quando for 5 horas da tarde, vamos ter a apuração e vamos ver que tipo de Brasil o povo escolheu”, declarou, reforçando a ideia de democracia participativa. Em seguida, seguiu para a capital paulista para acompanhar a apuração em tempo real.
Analistas políticos interpretam o discurso como tentativa de desviar o foco das pesquisas desfavoráveis e redirecionar a narrativa para questões de integridade e combate à corrupção. A ênfase em “seriedade, caráter e dignidade” busca consolidar a imagem de Lula como candidato de confiança.
O episódio envolvendo Janja, por sua vez, pode ter efeitos colaterais. Enquanto alguns eleitores podem apreciar a franqueza da primeira‑dama, outros podem considerar a reação exagerada e questionar a postura da família presidencial diante da imprensa. O impacto nas urnas ainda será medido nas próximas semanas.








