A segunda pesquisa realizada pela Quaest para a TV Morena revelou, nesta sexta‑feira (25), como se distribui a intenção de voto para o governo de Mato Grosso do Sul entre diferentes segmentos da população. O levantamento, que abrangeu 804 eleitores com 16 anos ou mais, traz números que podem definir o cenário do primeiro turno das eleições estaduais.
Perfil dos eleitores por faixa etária
Os resultados mostram que a preferência por Eduardo Riedel (PP) predomina em todas as faixas etárias, mas há variações significativas entre jovens e idosos. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Riedel registra 48% de intenção, enquanto Fábio Trad (PR) chega a 15%.
Na faixa de 35 a 59 anos, o governador aumenta sua vantagem, atingindo 53% de apoio, e Trad recua para 11%.
Já os eleitores com 60 anos ou mais apresentam o maior índice de apoio a Riedel, 57%, enquanto o candidato do PR mantém 9%.
Impacto da renda e escolaridade nas intenções de voto
Ao cruzar renda mensal e nível de escolaridade, a pesquisa evidencia que eleitores com menor poder aquisitivo tendem a apoiar mais o candidato do PP. Entre quem recebe até dois salários mínimos, Riedel tem 50% de intenção, e Trad 13%.
Para quem ganha entre dois e cinco salários mínimos, a diferença se amplia: Riedel chega a 54% e Trad a 10%.
Os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos mantêm a liderança de Riedel (52%) e apresentam menor dispersão entre os demais candidatos.
Quanto ao nível de escolaridade, quem tem ensino fundamental completo ou incompleto demonstra 49% de apoio a Riedel, enquanto quem possui ensino superior registra 55%.
Os dados sugerem que a combinação de maior escolaridade e renda superior reforça a preferência pelo candidato incumbente, reduzindo a competitividade de Trad e de Delcídio Amaral (PRD), que aparece com 6% de intenção geral.
Posicionamento político, religião e outras variáveis
O estudo também segmentou o eleitorado por orientação política e crença religiosa. Entre eleitores que se identificam como direita não bolsonarista, Riedel lidera com 56% e Trad 9%.
Já entre os que se declaram centristas ou de centro‑direita, a diferença diminui: Riedel 48%, Trad 13%.
Os eleitores religiosos (católicos, evangélicos e outras denominações) apresentam apoio consistente a Riedel, que ultrapassa 52% em todas as categorias.
Os não religiosos, embora em menor número, ainda dão preferência ao governador, mas com 44% de intenção, enquanto Trad alcança 15%.
- Eduardo Riedel (PP) – 51%
- Fábio Trad (PR) – 12%
- Delcídio Amaral (PRD) – 6%
- João Henrique Catan (Novo) – 3%
- Jeferson Bezerra (Agir) – 2%
- Lucien Rezende (DC) – 1%
- Renato Gomes (DC) – 1%
- Daniel Lemes (PCO) – 0%
Além dos números acima, a Quaest disponibilizou a lista completa de estratos analisados, permitindo que analistas comparem os resultados com outras pesquisas. Os estratos incluem:
- Eleitores de 16 a 34 anos
- Eleitores de 35 a 59 anos
- Eleitores com 60 anos ou mais
- Eleitores que recebem até 2 salários mínimos
- Eleitores que recebem entre 2 e 5 salários mínimos
- Eleitores que recebem acima de 5 salários mínimos
- Direita não bolsonarista
A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso significa que os números podem oscilar levemente, mas a tendência geral permanece clara: o governador Eduardo Riedel mantém a liderança confortável em quase todos os segmentos avaliados.
Os resultados também trazem implicações estratégicas para as campanhas. Fábio Trad, apesar de estar atrás, pode focar em eleitores jovens e de renda média para tentar reduzir a diferença. Já Delcídio Amaral, com apenas 6% de intenção, enfrenta o desafio de ampliar sua base, possivelmente investindo em nichos específicos como eleitores de baixa renda ou comunidades religiosas menos atendidas.
Observadores políticos apontam que a reeleição de Riedel pode ser facilitada pelo desempenho econômico do estado nos últimos anos, bem como pela percepção de estabilidade administrativa. No entanto, críticos ressaltam a necessidade de políticas públicas mais inclusivas, especialmente nas áreas de saúde e educação, que ainda geram insatisfação em parcelas da população.
Com a data do primeiro turno se aproximando, a pesquisa da Quaest serve como termômetro para os partidos e candidatos. A divulgação dos números também alimenta o debate público, influenciando a agenda de campanha nas semanas que antecedem a votação.
Para quem deseja acompanhar a evolução das intenções de voto, a TV Morena disponibiliza o link para a pesquisa completa, que inclui gráficos detalhados e análises setoriais. O registro oficial da pesquisa no TSE está sob o número MS-09580/2026 e BR-04113/2026.
Em síntese, a segunda pesquisa Quaest indica que o cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul permanece favorável ao incumbente, mas revela nuances importantes que podem ser decisivas nas urnas. A estratégia dos candidatos de oposição deverá focar em segmentos onde a margem ainda é estreita, enquanto o governo busca consolidar o apoio já estabelecido.








