Na última semana de setembro de 2026, os quatro principais levantamentos de intenção de voto mostraram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao ponto mais competitivo da corrida presidencial. Os números foram divulgados por BTG/Nexus, AtlasIntel, Meio/Ideia e Datafolha, que analisam tanto o primeiro quanto o segundo turno da eleição.
Desempenho no primeiro turno
Em todas as pesquisas, Lula ainda lidera o primeiro turno, mas a diferença diminuiu. O senador registrou percentuais entre 35% e 37,4%, enquanto o presidente ficou entre 38,4% e 39%.
A Meio/Ideia e a Datafolha apontaram empate técnico, com margens de erro que cobrem a diferença de apenas um ponto percentual. Já a BTG/Nexus e o AtlasIntel mantiveram uma vantagem de dois a três pontos para Lula, ainda dentro da margem de erro.
Esses resultados indicam que Flávio Bolsonaro está cada vez mais próximo do líder, reduzindo a distância que antes ultrapassava cinco pontos.
Confronto direto no segundo turno
Quando analisamos o cenário de segundo turno, a disputa se mostra ainda mais equilibrada. A BTG/Nexus registrou 46% para Flávio contra 45% para Lula, revertendo a posição da rodada anterior.
No AtlasIntel, o senador ficou com 46,4% e Lula com 46,2%, diferença de apenas 0,2 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto.
A Meio/Ideia mostrou empate exato, 46% para cada candidato, enquanto o Datafolha manteve a vantagem de Lula, 46% contra 44% para Flávio.
Em resumo, dois dos quatro levantamentos colocam Flávio à frente, um indica empate e outro ainda favorece Lula, mas nenhum supera a margem de erro.
Evolução dos números ao longo da semana
Comparando os resultados com a rodada anterior, Flávio avançou de 33% para 35% no primeiro turno nas pesquisas da BTG/Nexus e do Datafolha. Lula permaneceu estável em 39% na BTG/Nexus e subiu de 38% para 39% no Datafolha.
No segundo turno, o senador subiu de 45% para 46% na BTG/Nexus, enquanto Lula recuou de 46% para 45%. No Datafolha, ambos permaneceram estáveis, 46% para Lula e 44% para Flávio.
Essas variações, embora dentro das margens de erro, sinalizam um estreitamento significativo da corrida.
Taxas de rejeição
Além das intenções de voto, as pesquisas também medem a rejeição dos candidatos. Na BTG/Nexus, 50% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio, contra 49% que rejeitam Lula.
A Meio/Ideia registrou 45,7% de rejeição ao senador e 46,6% ao presidente. O AtlasIntel apontou 49,6% contra 52,5%, respectivamente.
Esses índices de rejeição permanecem como um dos principais obstáculos para ambos os candidatos, apesar da proximidade nos números de apoio.
O que os analistas destacam
- O avanço de Flávio no segundo turno indica que a campanha está ganhando tração entre eleitores indecisos.
- A margem de erro ainda impede conclusões definitivas sobre quem lidera.
- As taxas de rejeição altas sugerem que a batalha será também pela conquista de eleitores que ainda não têm preferência clara.
- Especialistas apontam que debates e eventos regionais nas próximas semanas podem mudar o cenário rapidamente.
Em síntese, a última semana de pesquisas trouxe um panorama mais equilibrado entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, com o senador estreitando a diferença e, em alguns levantamentos, superando o presidente no confronto direto. Contudo, a margem de erro ainda é decisiva, e a rejeição permanece alta para ambos, o que pode influenciar o resultado final das eleições.








