Na manhã deste sábado, 24 de outubro, Flávio Bolsonaro chegou a Belo Horizonte para encerrar a campanha presidencial antes do segundo turno. O evento foi marcado para as 9h, mas a presença do senador só foi confirmada por volta das 11h30, na Praça do Papa, em Mangabeiras. De um caminhão, ele acompanhou a motociata que percorreu a Avenida Brasil até a Praça da Liberdade.
Motociata e a presença de lideranças políticas
A mobilização, chamada de “Bloco do 22”, contou com a participação de figuras importantes do PL e de partidos aliados. Entre os nomes que apareceram ao lado de Flávio estavam o governador recém‑eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
- Cleitinho Azevedo
- Tarcísio de Freitas
- Lucas Pavanato (PL)
- Guilherme Derrite (PL)
- Domingos Sálvio (PL)
- Romeu Zema (Novo)
Todos eles foram fotografados ao redor da multidão, que estimava milhares de apoiadores. A presença de Zema, ex‑governador de Minas, reforçou a estratégia de união entre diferentes siglas que apoiam a candidatura de Flávio.
Nikolas Ferreira agita o ato com provocações
O deputado federal Nikolas Ferreira, também conhecido como “Nika Bolso”, foi o responsável por conduzir a trilha sonora da motociata. Ele puxou músicas de campanha, gritou slogans e reiterou promessas feitas ao longo da disputa.
Entre as declarações mais polêmicas, Nikolas anunciou que Jair Bolsonaro subirá a rampa do Palácio do Planalto com o filho no dia da posse, em janeiro. Em seguida, carregou um caixão com a inscrição “PT”, chutou um boneco inflável do ex‑presidente Lula e afirmou que a vitória do PL será celebrada na Praça Sete, no centro de BH, na noite de domingo.
Durante o evento, o deputado também liderou uma oração coletiva do Pai Nosso, concluída com o grito “livrai‑nos do PT, amém”. Bandeiras dos Estados Unidos e de Israel foram erguidas ao lado das tradicionais bandeiras verde e amarela.
Repercussões nas demais capitais e cenário eleitoral
Enquanto Flávio Bolsonaro encerrava sua agenda em Minas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciava a campanha na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Lula segue para São Paulo, onde deve participar de uma caminhada na Avenida Paulista às 16h.
Os últimos atos de campanha foram realizados após o debate presidencial da noite de sexta‑feira, 23, e ocorrem em um momento decisivo para os candidatos. No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%.
Em Minas Gerais, a diferença foi ainda mais acirrada: Flávio conquistou 48,24% dos votos, contra 43,33% de Lula, totalizando 5.777.548 votos para o senador e 5.188.936 para o presidente.
A legislação eleitoral permite caminhadas, carreatas e passeatas até as 22h deste sábado. Por isso, a mobilização em BH seguiu até o final da tarde, com a multidão cantando “Volta Bolsonaro” e exibindo faixas, camisetas e cartazes que exaltavam o candidato.
Um dos momentos mais comentados foi a imagem de uma criança vestida com farda militar, segurando um fuzil de brinquedo, sentada nos ombros do pai. A foto, divulgada pela agência AFP, gerou debates sobre a presença de símbolos militares em eventos de campanha.
Além das manifestações em BH, Rio de Janeiro e São Paulo concentraram os maiores números de eleitores do país. A estratégia dos candidatos tem sido focar nesses três estados, que juntos representam mais da metade dos votos válidos nas eleições presidenciais.
Flávio Bolsonaro não fez discurso nem concedeu entrevista à imprensa durante a motociata. A ausência de pronunciamento oficial gerou especulação sobre a postura do candidato nas horas que antecedem o segundo turno.
Os apoiadores, por sua vez, mantiveram a energia alta, cantando hinos de campanha e repetindo frases de efeito como “Brasil acima de tudo” e “Brasil primeiro”. O clima de festa foi reforçado por shows de bandas locais e por vendedores ambulantes que ofereciam comidas típicas da região.
Ao final do evento, a organização da motociata divulgou um cronograma de atividades para o domingo, incluindo a celebração na Praça Sete e a transmissão ao vivo de discursos de lideranças do PL. A expectativa é que a mobilização mantenha o ritmo até a votação, marcada para o dia 25 de outubro.
Com a contagem dos votos do primeiro turno já divulgada, a corrida presidencial está extremamente apertada. Analistas políticos apontam que o resultado do segundo turno dependerá do desempenho nas capitais e na capacidade de mobilizar eleitores indecisos nas últimas 24 horas.
Para Flávio Bolsonaro, a estratégia parece focar na manutenção da base conservadora, ao mesmo tempo em que busca ampliar o apoio entre eleitores de centro‑direita que ainda não definiram seu voto. Já Lula aposta em uma campanha de presença física nas principais cidades, reforçando a mensagem de união nacional.
O cenário político brasileiro segue tenso, com protestos e manifestações ocorrendo simultaneamente em diferentes regiões. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem intensificado a fiscalização, garantindo que as regras de propaganda e aglomeração sejam respeitadas até o fim da campanha.
À medida que o segundo turno se aproxima, a disputa entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva promete ser marcada por eventos de grande repercussão, como a motociata de BH, que demonstra a força da mobilização de base do PL nas últimas horas da corrida eleitoral.








