Em 2025, o município de Santa Maria de Jetibá, localizado na região serrana do Espírito Santo, registrou a impressionante média de 328 galináceos por habitante, segundo dados do IBGE. Essa proporção coloca a cidade como a maior produtora de galinhas e perus do estado, superando em muito a média estadual de 4,2 aves por pessoa.
Santa Maria de Jetibá: líder incontestável na avicultura estadual
Com uma população de 45.975 habitantes, Santa Maria de Jetibá abriga 15.067.090 galináceos, o que equivale a quase 89% da produção total de aves do Espírito Santo. Essa dominância reflete a tradição da cidade como “capital do ovo” e sua forte aposta na pecuária avícola.
Os números mostram que, para cada morador, há mais de trezentas aves, incluindo galinhas poedeiras, frangos de corte, galos e frangas. Essa densidade faz da região um polo de geração de alimentos de origem animal, impulsionando a economia local e gerando milhares de empregos diretos e indiretos.
Além das galinhas, Santa Maria de Jetibá destaca-se na produção de codornas, com 2.928.895 animais, o que representa 64 codornas por habitante. Essa diversificação amplia o leque de produtos disponíveis para o consumo interno e para a exportação.
Outros municípios que se sobressaem no ranking estadual
Embora Santa Maria de Jetibá seja a referência, outros municípios da região serrana também apresentam números relevantes. A seguir, a lista dos cinco municípios com maior proporção de galináceos por habitante:
- Santa Leopoldina: 24 aves por habitante (13.950 moradores e 340.115 galináceos).
- Santa Teresa: 16 aves por habitante (23.977 moradores e 383.746 galináceos).
- Domingos Martins: 9 aves por habitante (38.498 moradores e 363.957 galináceos).
- Venda Nova do Imigrante: 7 aves por habitante (25.630 moradores e 170.714 galináceos).
Esses números revelam a importância da avicultura para a economia das cidades serranas, onde a criação de aves complementa a produção agrícola tradicional.
Além disso, Santa Teresa e Santa Leopoldina também figuram entre os principais produtores de codornas do estado, reforçando a diversidade de espécies criadas na região.
Distribuição de galináceos na Grande Vitória
A região metropolitana de Vitória apresenta um cenário distinto, com variações significativas entre os municípios que compõem a Grande Vitória. O município com maior número absoluto de aves na região é Guarapari, que conta com 16.060 galináceos para uma população de 137.659 habitantes, representando cerca de 46% do total regional.
Em contraste, a capital Vitória tem apenas 139 galináceos para 343.935 moradores, menos de 1% do total da região. Essa diferença evidencia a concentração da criação avícola em áreas mais rurais e menos densamente povoadas.
Os demais municípios apresentam as seguintes proporções:
- Viana: 5.110 galináceos para 79.611 habitantes (15% do total regional).
- Serra: 4.932 galináceos para 586.901 habitantes (14% do total).
- Vila Velha: 3.963 galináceos para 510.512 habitantes (11% do total).
- Cariacica: 2.384 galináceos para 376.914 habitantes (7% do total).
- Fundão: 1.940 galináceos para 18.941 habitantes (6% do total).
Esses dados mostram como a produção avícola está distribuída de forma desigual, concentrando-se em municípios com maior disponibilidade de áreas rurais e menor densidade populacional.
Impactos econômicos e sociais da avicultura no Espírito Santo
A avicultura tem papel estratégico na geração de renda, emprego e segurança alimentar no estado. Em Santa Maria de Jetibá, a produção de ovos e carne de frango abastece não só o mercado interno, mas também atende a demanda de estados vizinhos.
Além da produção de ovos, a criação de frangos de corte contribui para o abastecimento de proteína animal nas redes de supermercados e feiras livres. A cadeia produtiva inclui granjas, fábricas de ração, transportadoras e empresas de processamento, gerando milhares de postos de trabalho.
O setor também tem impactos ambientais que demandam políticas de manejo sustentável, como o tratamento adequado de resíduos e a adoção de práticas de bem-estar animal. Municípios que lideram a produção, como Santa Maria de Jetibá, têm buscado certificações de qualidade para garantir a competitividade no mercado nacional.
Por fim, a diversificação com a criação de codornas abre novas oportunidades de mercado, já que a carne e os ovos de codorna são valorizados em nichos gastronômicos e na exportação.








