Uma pesquisa inédita da Quaest, divulgada nesta terça-feira (8), apontou um empate técnico triplo na corrida pelo Senado de São Paulo. Os números foram coletados entre os dias 4 e 7 de setembro, envolvendo 1.800 eleitores paulistas. O levantamento indica que Marina Silva (Rede), Guilherme Derrite (PP) e Simone Tebet (PSB) estão praticamente empatados.
Contexto da pesquisa
A pesquisa surge em um momento de grande movimentação política no estado, com a disputa para o Senado se tornando um dos principais focos de atenção nacional. A proximidade da eleição faz com que as margens de erro ganhem ainda mais relevância, pois pequenas variações podem mudar o cenário de liderança. O levantamento também coincide com a divulgação de outras sondagens que analisam a corrida para o governo estadual.
O cenário político de São Paulo tem sido marcado por polarizações entre diferentes linhas ideológicas, o que se reflete nos índices de intenção de voto. Enquanto alguns candidatos mantêm bases consolidadas, outros buscam ampliar seu alcance em regiões ainda pouco exploradas. Essa dinâmica influencia diretamente a forma como as pesquisas são interpretadas pelos analistas.
Detalhes dos candidatos
Marina Silva, ex‑ministra do Meio Ambiente, aparece com 14% das intenções de voto, igualando-se ao ex‑secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, também com 14%. Simone Tebet, ex‑ministra do Planejamento, registra 12% de apoio, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que a coloca no mesmo patamar dos concorrentes.
Marina Silva tem se destacado por sua agenda ambiental e por buscar atrair eleitores preocupados com sustentabilidade. Sua campanha tem enfatizado a necessidade de políticas de preservação e de transição energética, temas que ressoam em áreas urbanas e rurais do estado.
Guilherme Derrite, por sua vez, tem apostado em segurança pública e em propostas de combate à criminalidade. Seu discurso foca em reforçar a presença policial e em melhorar a infraestrutura de segurança nas grandes cidades paulistas.
Simone Tebet, com experiência em planejamento econômico, tem colocado em sua pauta a retomada do crescimento econômico e a geração de empregos. Ela tem buscado dialogar com setores empresariais e com movimentos sociais para construir uma proposta de desenvolvimento equilibrado.
Comparativo com pesquisas anteriores
Quando comparada à rodada anterior, realizada no mês passado, a nova pesquisa demonstra que todos os candidatos oscilaram dentro da margem de erro. Isso indica estabilidade nas preferências dos eleitores, sem grandes surpresas nos últimos dias.
Na mesma época, a pesquisa para o governo paulista mostrava o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança, reforçando a tendência de manutenção de poder nas mãos do atual mandatário. Essa consistência sugere que o eleitorado ainda está consolidando suas escolhas para os cargos estaduais.
O fato de os três candidatos ao Senado permanecerem empatados reforça a ideia de que a corrida será decidida nos últimos momentos da campanha, com debates, alianças e estratégias de mobilização desempenhando papéis decisivos.
Metodologia e confiabilidade
A Quaest entrevistou 1.800 eleitores paulistas entre os dias 4 e 7 de setembro, utilizando amostragem probabilística para garantir representatividade. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O número de registro na Justiça Eleitoral associado à pesquisa é SP-00959/2026, o que assegura a transparência e a rastreabilidade dos dados coletados. A empresa seguiu protocolos rigorosos de coleta, codificação e análise das respostas.
Além disso, a pesquisa incluiu perguntas sobre a intenção de voto para o governo estadual, permitindo um panorama mais amplo das preferências eleitorais em São Paulo. Os resultados foram divulgados em formato digital, facilitando o acesso ao público e a especialistas.
Para ilustrar os números, segue a lista resumida dos percentuais de intenção de voto:
- Marina Silva (Rede): 14%
- Guilherme Derrite (PP): 14%
- Simone Tebet (PSB): 12%
Esses valores devem ser interpretados dentro da margem de erro, o que significa que qualquer um dos candidatos pode liderar efetivamente, dependendo de variações pequenas nos próximos dias.
Os analistas políticos recomendam observar as próximas semanas, pois campanhas intensas, debates televisivos e alianças estratégicas podem deslocar o equilíbrio atual. O cenário ainda está aberto, e a disputa promete ser uma das mais competitivas da história recente do Senado paulista.
Em síntese, a pesquisa da Quaest destaca um momento de incerteza e de competição acirrada, refletindo a diversidade de demandas e expectativas dos eleitores de São Paulo. O resultado final dependerá da capacidade dos candidatos de mobilizar seus eleitores, construir narrativas persuasivas e responder às questões emergentes da sociedade.








