Na manhã de 25 de outubro de 2026, o Brasil concluiu o segundo turno das eleições estaduais, definindo quem assumirá os governos dos 26 estados e do Distrito Federal a partir de janeiro de 2027. Entre os 27 vencedores, destacam‑se três mulheres: Celina Leão, no Distrito Federal; Raquel Lyra, em Pernambuco; e Mailza Assis, no Acre.
Quem são os novos governadores
O panorama dos eleitos reúne nomes conhecidos e recém‑aparecidos na política nacional. Cada um deles recebeu a missão de conduzir seu estado em um momento de desafios econômicos, sociais e ambientais.
No Distrito Federal, Celina Leão (PL) venceu o segundo turno contra a candidata do PT. Seu discurso enfatizou a continuidade de projetos de mobilidade urbana e a ampliação de programas sociais.
Em Pernambuco, Raquel Lyra (PP) derrotou o candidato do PSDB, prometendo investimentos em infraestrutura rural e reforço das políticas de segurança pública.
No Acre, Mailza Assis (MDB) superou a disputa contra o candidato do PT, apresentando como prioridade a proteção da Amazônia e o desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas.
Além dessas, outros nomes de destaque incluem Douglas Ruas (PL) no Rio de Janeiro, que teve a vitória confirmada após decisão judicial, e o governador eleito em São Paulo, que ainda não teve seu nome divulgado na reportagem original.
O recorde de eleitos no primeiro turno
O primeiro turno, realizado em 4 de outubro, estabeleceu um recorde histórico ao eleger 20 governadores em uma única data. Esse número superou as eleições anteriores, refletindo um clima de mobilização intensa dos eleitores.
Os estados que concluíram a disputa no primeiro turno foram, entre outros, Minas Gerais, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. Em todos eles, a vitória foi decidida por margens superiores a 5%, indicando uma preferência clara por candidatos que apresentaram propostas de retomada econômica.
O aumento de candidatos eleitos no primeiro turno também trouxe implicações para a logística de transição de governo, já que muitos estados terão menos tempo para organizar a passagem de bastão.
A presença feminina nos governos estaduais
Embora apenas três mulheres tenham sido eleitas entre os 27 governadores, a representatividade feminina ainda é um tema central nas discussões sobre igualdade de gênero na política brasileira.
Celina Leão, Raquel Lyra e Mailza Assis trazem consigo trajetórias distintas: Leão tem experiência como deputada federal; Lyra atuou como prefeita de Caruaru; e Assis foi secretária de Estado de Desenvolvimento Sustentável no Acre.
Essas lideranças podem influenciar a agenda de políticas públicas, sobretudo nas áreas de saúde, educação e direitos das mulheres. Analistas apontam que a presença de mulheres à frente de governos estaduais tende a ampliar a atenção a questões como violência doméstica e acesso a serviços de saúde materna.
- Celina Leão (DF) – PL
- Raquel Lyra (PE) – PP
- Mailza Assis (AC) – MDB
Além das três, outras candidatas ficaram em segundo lugar em estados como Ceará, Goiás e Mato Grosso do Sul, demonstrando que a competição está se tornando mais equilibrada entre gêneros.
Desdobramentos e impactos para 2027
Com a posse prevista para 1º de janeiro de 2027, os novos governadores terão de enfrentar desafios imediatos, como a renegociação de dívidas estaduais, a implementação de programas de energia renovável e a resposta à crise de abastecimento de água em algumas regiões.
O governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, já sinalizou a intenção de estabelecer um pacto federativo para alinhar metas de desenvolvimento econômico e social. Essa parceria será crucial para que estados como o Acre, que dependem fortemente de recursos federais, consigam avançar em seus projetos.
Especialistas ressaltam que a dinâmica política nos estados eleitos pode influenciar a agenda nacional, sobretudo em temas como reforma tributária e políticas de segurança pública.
Por fim, a presença de três mulheres à frente de governos estaduais abre espaço para debates sobre a necessidade de políticas de incentivo à participação feminina na política, como cotas de gênero e programas de capacitação para lideranças emergentes.








