Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada nesta quinta‑feira (24) revelou que um terço dos eleitores pernambucanos não sabem o número de urna do candidato que pretendem escolher para o cargo de governador. O levantamento, que contou com mais de mil entrevistas realizadas entre 22 e 24 de setembro, aponta desafios para a campanha eleitoral no estado. Os resultados foram publicados pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Contexto da pesquisa
A amostra incluiu 1.204 pessoas, selecionadas de forma a representar a diversidade demográfica de Pernambuco. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que garante a robustez dos números apresentados.
Os entrevistados foram questionados sobre a intenção de voto para governador e, em seguida, sobre o número que digitariam na urna eletrônica para confirmar a escolha. Essa segunda pergunta foi feita apenas àqueles que declararam um candidato preferido, permitindo analisar o grau de familiaridade com o processo de votação.
Detalhes dos resultados por candidato
Os dados mostram que, entre os eleitores que pretendem votar em Raquel Lyra (PSD), 65% acertaram o número da urna, 31% não sabem e 4% citaram um número errado. Já entre os apoiadores de João Campos (PSB), 64% responderam corretamente, 34% admitiram desconhecimento e 1% deram um número incorreto.
Quando analisamos o conjunto dos entrevistados, 64% acertaram o número da urna, 33% não sabem e apenas 3% erraram. Essa distribuição evidencia que, apesar da maioria estar informada, ainda há um percentual significativo que pode enfrentar dificuldades na hora de votar.
- 64% – número correto
- 33% – desconhecimento
- 3% – número errado
Os números por candidato revelam pequenas variações, mas o padrão de desconhecimento permanece elevado, sobretudo entre os eleitores indecisos ou menos engajados nas campanhas.
Análise do desconhecimento do número da urna
O fato de 33% dos eleitores não saberem o número da urna pode ser atribuído a vários fatores, entre eles a baixa exposição dos candidatos nas mídias tradicionais, a falta de campanhas informativas específicas e a possível confusão gerada por números semelhantes entre diferentes candidaturas.
Além disso, a proximidade das eleições pode gerar ansiedade e distração, fazendo com que parte do eleitorado não memorize o número até o último momento. A ausência de um esforço coordenado por parte dos partidos para divulgar o número também contribui para esse cenário.
É importante notar que o desconhecimento não se restringe a um único candidato; tanto apoiadores de Raquel Lyra quanto de João Campos apresentaram índices elevados de incerteza, indicando que a questão é estrutural e não partidária.
Implicações para a campanha eleitoral
Os resultados da pesquisa sugerem que os candidatos precisam intensificar suas estratégias de comunicação, sobretudo nas redes sociais, onde a informação pode ser transmitida de forma rápida e visual. Vídeos curtos, memes e infográficos que destacam o número da urna podem ser ferramentas eficazes para fixar a informação na mente do eleitor.
Campanhas de mobilização nos dias que antecedem a votação, como comícios de última hora e distribuição de material impresso com o número da urna, também podem reduzir o percentual de eleitores que não sabem como votar corretamente.
Para os partidos, a recomendação é integrar a divulgação do número da urna às mensagens de campanha já existentes, evitando sobrecarga de informação e garantindo que o eleitor associe o número ao nome do candidato de forma automática.
Por fim, a própria Justiça Eleitoral tem papel fundamental na educação do eleitorado, podendo intensificar ações de esclarecimento nos meios de comunicação e nos centros de votação, reduzindo assim o risco de votos nulos ou em branco por desconhecimento.
Conclusão
Com 33% dos eleitores de Pernambuco ainda incertos sobre o número da urna, a campanha para governador entra em uma fase crítica de comunicação. A capacidade de cada candidato de transmitir de forma clara e repetida o número da urna pode ser decisiva para transformar a intenção de voto em votos efetivos.
Os dados do Datafolha, ao revelar essa lacuna de informação, oferecem um alerta tanto para os partidos quanto para os órgãos eleitorais, que precisam redobrar esforços para garantir que o processo democrático ocorra de maneira fluida e sem surpresas de última hora.







