Uma nova pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada nos dias 13 e 14 de outubro de 2026, revelou que a maioria dos eleitores já tem sua decisão de voto firmada para o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento, que entrevistou 2.520 eleitores em 153 municípios, mostra que 93% dos participantes que declararam preferência estão totalmente decididos.
Decisão dos eleitores de Flávio Bolsonaro
Entre os eleitores que pretendem votar em Flávio Bolsonaro, 95% afirmam que a escolha está concluída, enquanto apenas 5% ainda consideram mudar de opinião. Essa taxa de certeza representa o maior índice encontrado entre os dois candidatos finalistas.
O intervalo de margem de erro para esse grupo é de 3 pontos percentuais, o que indica que a diferença entre 94% e 95% está dentro da variação estatística esperada. Mesmo assim, a tendência aponta para uma consolidação robusta do apoio ao senador.
Os entrevistados também foram questionados sobre o motivo principal da escolha. Os resultados ficaram assim:
- 74% consideram Flávio a melhor opção;
- 17% votam principalmente para derrotar Lula;
- 9% têm outras razões.
Decisão dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva
Do lado de Luiz Inácio Lula da Silva, 94% dos eleitores que já declararam voto dizem estar totalmente decididos, e 6% ainda mantêm a possibilidade de mudar. Essa taxa é quase idêntica à dos eleitores de Flávio, reforçando a competitividade do pleito.
A margem de erro para o eleitorado de Lula também é de 3 pontos percentuais, o que mantém a estabilidade dos números dentro dos limites estatísticos. Não houve variação significativa entre a pesquisa anterior (6 a 7 de outubro) e a atual.
Quanto às motivações, a pesquisa apontou:
- 83% escolhem Lula por considerá-lo o melhor candidato;
- 12% votam para impedir a vitória de Flávio;
- 5% têm outras justificativas.
Eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno
O segmento formado pelos eleitores que inicialmente apoiaram Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado ou Zema apresenta um comportamento distinto. Apenas 76% desses eleitores dizem estar totalmente decididos sobre seu voto atual, enquanto 22% ainda acreditam que podem mudar de ideia até a eleição.
Esses eleitores são cruciais porque seus votos do primeiro turno estão sendo redistribuídos entre os dois finalistas. A pesquisa detalha a nova distribuição da seguinte forma:
- 46% agora pretendem votar em Flávio Bolsonaro;
- 27% migraram para Lula;
- 23% indicam voto em branco ou nulo;
- 5% permanecem indecisos.
Essa reconfiguração demonstra que, embora a maioria dos eleitores esteja consolidada, ainda há um contingente significativo que pode influenciar o resultado final.
Motivações gerais e panorama geral da corrida
No conjunto geral da amostra, 78% dos eleitores afirmam que votam porque consideram seu candidato a melhor opção, enquanto 14% declaram que a principal razão é impedir a vitória do adversário.
Em termos de intenção de voto, a pesquisa indica 47% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula, com 6% optando por voto em branco ou nulo e 2% ainda indecisos. Quando calculados apenas os votos válidos, Flávio atinge 51% e Lula 49%.
Esses números sugerem um cenário de empate técnico, onde a parcela de eleitores que ainda admite a possibilidade de mudar de escolha pode ser decisiva. A diferença de apenas 2 pontos percentuais entre os candidatos reforça a importância das campanhas de última hora.
A metodologia da pesquisa incluiu entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional, garantindo representatividade geográfica. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais para o total da amostra.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00466/2026, conferindo validade oficial aos resultados divulgados. A transparência dos dados permite que analistas e partidos utilizem as informações para ajustar estratégias.
Em síntese, a nova pesquisa Datafolha demonstra que a maioria dos eleitores já consolidou sua escolha para o segundo turno, mas ainda há um grupo relevante que pode mudar de opinião. Essa dinâmica cria um ambiente de alta competitividade e imprevisibilidade até o dia da eleição.








