Com apenas 11 dias restantes para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a ansiedade dos eleitores se intensifica em todo o país. O prazo final para a realização de debates, estabelecido pelo TSE, expira em 1º de outubro, com extensão até as primeiras horas de 2 de outubro. Nesse cenário, a mídia televisiva assume um papel crucial na formação da opinião pública.
Desafios da mídia na reta final
A ausência de debates ao vivo tem gerado críticas ao modelo tradicional de cobertura eleitoral. A Band tentou organizar um confronto, mas o evento não saiu como planejado, enquanto o SBT desistiu de participar. A Record, embora ainda não tenha confirmado um debate, parece ter poucas chances de mudar essa realidade, e a Globo permanece como a única grande emissora que ainda pode oferecer um espaço para o confronto.
Sem a presença de debates, o eleitor precisa de informações claras e objetivas. O jornalismo televisivo deve, portanto, focar em apresentar propostas concretas, números de pesquisas confiáveis e posicionamentos firmes dos candidatos. A sobrecarga de análises superficiais e opiniões exageradas pode confundir ainda mais o público que busca entender o que cada candidato pretende fazer caso seja eleito.
Além de relatar fatos, a TV tem a responsabilidade de checar promessas, separar realidade de ficção e apontar inconsistências nas narrativas dos candidatos. Essa função de verificação torna‑se ainda mais importante quando o tempo para a campanha está se esgotando.
Transições no jornalismo televisivo
Enquanto a corrida eleitoral avança, o SBT já iniciou a busca por um substituto para Celso Freitas, que se aposentará no final de outubro, logo após as eleições. A saída de um dos jornalistas mais respeitados do país cria um desafio de transição para a emissora, que precisará garantir a continuidade da qualidade editorial.
Freitas, que retornou ao SBT após passagem pela Record, foi convidado por Leandro Cippoloni, diretor de jornalismo da emissora, para liderar o lançamento do novo canal de notícias. Seu papel foi fundamental na fase de consolidação da operação, e sua aposentadoria marca o fim de um ciclo importante na história da televisão brasileira.
Essa mudança de quadro pode impactar a cobertura das eleições, já que a experiência e o carisma de Freitas eram pontos de referência para o público. A nova liderança terá que equilibrar a necessidade de inovação com a manutenção da credibilidade construída ao longo dos anos.
Novidades no entretenimento e cultura
Além da disputa política, o cenário televisivo brasileiro apresenta diversas novidades que prometem atrair a atenção do público nos próximos meses.
- Reality “The Traitors”: vencedor do Emmy de Melhor Reality de Competição, será lançado pela Record em 2027, reunindo 30 participantes em um castelo para disputar um grande prêmio.
- “Herança em Jogo” no Globoplay: estreia em 25 de setembro, com os três primeiros episódios gratuitos e lançamentos semanais até meados de outubro.
- Estádio 97: programa esportivo com quase três décadas de história ganha nova casa na N Sports, disponível em TV por assinatura e Fast TV.
- “A Fazenda”: a produção precisa melhorar o controle de tempo para evitar a migração dos telespectadores para plataformas digitais instáveis.
O cinema também tem novidades: o filme sobre Chorão, estrelado por José Loreto, tem estreia prevista para 2027, enquanto a HBO prepara a série “Democracia Corintiana”, que contará com Humberto Carrão, Marco Ricca e Alessandra Negrini em oito episódios.
Por fim, a coluna expressa solidariedade à jornalista Joana Treptow, vítima de crime xenofóbico nas redes sociais, reforçando a importância de combater discursos de ódio e proteger a liberdade de imprensa.








