Uma nova pesquisa realizada pelo Paraná Pesquisas divulgada nesta terça‑feira, 22 de setembro, apontou alterações significativas no cenário da disputa pelo Senado em São Paulo. O levantamento, que entrevistou 1.600 eleitores paulistas entre os dias 19 e 21, mostrou variações de quase seis pontos percentuais para alguns dos principais nomes. A margem de erro permanece em 2,5 pontos, com nível de confiança de 95%.
Cenário geral da pesquisa
De acordo com os números divulgados, o candidato André do Prado (PL) avançou de 19,3% para 25% nas intenções de voto, passando a empatar na liderança com Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede). Essa alta representa um salto de quase seis pontos, algo que a própria agência considerou relevante para a dinâmica da corrida.
Por outro lado, o ex‑ministro Ricardo Salles (Novo) sofreu uma queda de 16,4% para 10,6%, perdendo quase a mesma quantidade de pontos que o concorrente que subiu. Essa queda coloca o candidato em uma posição distante dos líderes, embora ainda mantenha uma base considerável de apoio.
A pesquisa ainda traz informações sobre outros nomes que figuram no pleito, como o ex‑governador Paulo Skaf (MDB) e o deputado federal Eduardo Bacellar (PSDB), que permanecem em torno de 5% a 7% de intenção de voto. Esses números, embora menores, podem ser decisivos em um segundo turno ou em negociações de alianças.
Desempenho dos principais candidatos
Os quatro candidatos que agora dividem a liderança – André do Prado, Simone Tebet, Guilherme Derrite e Marina Silva – apresentam perfis bastante distintos, o que pode influenciar a forma como os eleitores se posicionam nas próximas semanas.
- André do Prado (PL): Advogado e empresário, tem se destacado nas redes sociais e em debates locais, reforçando uma agenda de segurança pública e desenvolvimento econômico.
- Simone Tebet (PSB): Senadora em exercício, conta com experiência legislativa e apoio de lideranças do centro‑esquerda, além de uma forte presença em projetos sociais.
- Guilherme Derrite (PP): Empresário do setor agropecuário, tem apostado em propostas de apoio ao agronegócio e à infraestrutura rural.
- Marina Silva (Rede): Ambientalista reconhecida nacionalmente, atrai eleitores preocupados com questões climáticas e direitos indígenas.
Já Ricardo Salles, que viu sua popularidade despencar, tem buscado reposicionar sua campanha, focando em críticas ao governo federal e propondo reformas no sistema de segurança. Contudo, a perda de quase seis pontos indica que sua estratégia ainda não encontrou ressonância suficiente entre o eleitorado paulista.
Outros nomes, como Paulo Skaf e Eduardo Bacellar, permanecem como “candidatos de bancada”, capazes de influenciar decisões em possíveis alianças ou coalizões. Seus percentuais ainda são modestos, mas podem ser decisivos em um cenário de segunda volta.
Análise das implicações políticas
O avanço de André do Prado pode sinalizar uma mudança no perfil do eleitorado paulista, que parece estar mais aberto a candidatos com discurso econômico liberal e foco em segurança. Essa tendência pode refletir a insatisfação com a situação econômica nacional e o desejo de soluções mais pragmáticas.
Simultaneamente, a estabilidade de Simone Tebet, Guilherme Derrite e Marina Silva indica que a fragmentação do voto ainda é alta, o que pode levar a um segundo turno ou a negociações intensas entre partidos. A presença de uma candidata ambientalista como Marina Silva no grupo de líderes evidencia a crescente importância das questões ecológicas na agenda política.
Para o ex‑ministro Ricardo Salles, a queda pode ser interpretada como um sinal de que a retórica de combate à corrupção e de liberalização econômica não está mais ressoando da mesma forma. A perda de apoio pode forçar sua campanha a buscar alianças com outras siglas ou a reformular sua mensagem.
Especialistas apontam que a margem de erro de 2,5 pontos ainda deixa espaço para variações, mas a consistência das tendências observadas – crescimento de André do Prado e queda de Ricardo Salles – sugere que o cenário está se consolidando. O próximo passo será observar como os candidatos vão reagir a esses números, seja intensificando a presença nas mídias, seja ajustando propostas para captar eleitores indecisos.
Além disso, a pesquisa destaca a importância das redes sociais como ferramenta de mobilização. André do Prado, por exemplo, tem investido pesado em campanhas digitais, enquanto Marina Silva utiliza plataformas de ativismo ambiental para ampliar seu alcance. Essa estratégia digital pode ser decisiva em um eleitorado cada vez mais conectado.
Em síntese, a nova pesquisa do Paraná Pesquisas traz um panorama mais dinâmico e competitivo para a corrida ao Senado de São Paulo. Os eleitores parecem estar reavaliando suas preferências, o que pode resultar em alianças inesperadas e em um cenário de campanha ainda mais intenso até o dia da votação.








