A reta final da corrida presidencial de 2026 ganhou novo fôlego com a divulgação de diversas pesquisas que medem a intenção de voto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). As sondagens serão publicadas entre 19 e 22 de outubro, exatamente na semana que antecede o segundo turno marcado para 25 de outubro. O objetivo é mapear o cenário eleitoral nacional e oferecer indicadores para partidos, candidatos e eleitores.
Calendário de divulgações e institutos participantes
Os institutos que já confirmaram a data de publicação são AtlasIntel, BTG/Nexus, PoderData, Realtime Big Data, Quaest e Datafolha. Cada um seguirá metodologia própria, mas todos deverão registrar os levantamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes da divulgação.
- AtlasIntel – 19 de outubro
- BTG/Nexus – 19 de outubro
- PoderData – 19 e 22 de outubro
- Realtime Big Data – 20 de outubro
- Quaest – 21 de outubro
- Datafolha – 22 de outubro
Essas datas foram extraídas da agenda oficial do TSE, que indica uma concentração de publicações entre segunda‑feira e quinta‑feira da última semana antes do segundo turno. Caso haja alterações, os próprios institutos deverão comunicar a mudança ao órgão regulador.
Metodologias e amostras
A AtlasIntel pretende entrevistar 5 000 eleitores entre 13 e 18 de outubro, por meio de questionários estruturados na internet. A margem de erro declarada é de ±1 ponto percentual, com nível de confiança de 95 %.
Já a Quaest optou por entrevistas presenciais com 2 154 eleitores, realizadas entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro estimada para esse levantamento é de ±2 pontos percentuais.
O Datafolha, por sua vez, ainda não divulgou a metodologia detalhada, mas costuma combinar amostras de cerca de 2 000 entrevistados, usando entrevistas presenciais e por telefone, com margem de erro em torno de ±1,5 ponto percentual.
Principais temas abordados nas sondagens
Além da simples intenção de voto, todas as pesquisas incluirão perguntas sobre rejeição dos candidatos, motivação do eleitor e avaliação do atual governo. A intenção é diferenciar quem vota por afinidade ao candidato de quem vota para impedir a vitória do adversário.
Os questionários também explorarão a percepção da economia, a situação das finanças familiares e as expectativas para os próximos seis meses. Esses indicadores ajudam a entender como fatores macroeconômicos podem influenciar a decisão do eleitor.
Outra pauta recorrente será a avaliação das propostas recentes do presidente Lula, como o fim da escala de trabalho 6×1, a criação do Pé‑de‑Meia Universitário e a redução de impostos federais sobre combustíveis. A reação do eleitorado a essas medidas pode ser decisiva para a disputa.
Rejeição e arrependimento de voto
Um ponto de atenção nas pesquisas será a taxa de rejeição direta aos dois candidatos. A AtlasIntel, por exemplo, perguntará se os entrevistados se arrependem do voto que deram no segundo turno de 2022, oferecendo um panorama da estabilidade ou volatilidade do eleitorado.
O Datafolha incluirá ainda questões sobre a possibilidade de mudança de escolha até a data da votação, permitindo mensurar o grau de indecisão que ainda persiste entre os eleitores indecisos.
Essas informações são valiosas para as campanhas, pois ajudam a identificar quais segmentos da população podem ser alvos de estratégias de convencimento ou de reforço de bases.
Impacto nas estratégias de campanha
Com os resultados previstos para serem divulgados em poucos dias, os partidos terão pouco tempo para ajustar suas estratégias. Caso as sondagens apontem alta rejeição a um dos candidatos, a campanha pode intensificar mensagens de defesa ou mudar o foco para propostas de governo.
Por outro lado, se a intenção de voto se mostrar muito próxima entre os dois concorrentes, as equipes de campanha tendem a investir mais em mobilização de eleitores nas urnas, reforçando a importância do comparecimento no dia 25 de outubro.
Além disso, a análise de motivação – preferência versus antipatia – permitirá que cada candidato direcione mensagens específicas para grupos que votam para impedir o adversário, criando narrativas de “voto de protesto” ou de “voto de apoio”.
Perspectivas para o segundo turno
Embora ainda seja cedo para fazer previsões definitivas, a concentração de pesquisas na última semana antes do segundo turno indica que o cenário está altamente dinâmico. A combinação de dados de intenção, rejeição, motivação e avaliação econômica oferece um panorama multifacetado que pode mudar rapidamente.
Especialistas apontam que a volatilidade do eleitorado brasileiro costuma aumentar nas semanas finais de campanha, especialmente quando questões econômicas e sociais ganham destaque nos debates. Assim, as últimas sondagens podem servir como termômetro da eficácia das propostas governamentais e das estratégias de campanha.
Em resumo, a série de levantamentos que será divulgada entre 19 e 22 de outubro promete ser um divisor de águas para a disputa presidencial de 2026, oferecendo indicadores essenciais para partidos, candidatos, analistas e eleitores que buscam entender o rumo da corrida política no país.








