Na noite de domingo, 4 de outubro de 2026, eleitores de todo o Brasil foram às urnas para escolher seus representantes na Câmara dos Deputados, e o resultado trouxe recordes históricos e surpresas regionais. O destaque ficou com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que alcançou mais de 3 milhões de votos, tornando‑se o parlamentar mais votado da história do país. A seguir, apresentamos uma análise detalhada dos 50 deputados mais votados e do candidato que liderou em cada estado.
Recorde histórico nas urnas
O mineiro Nikolas Ferreira superou o antigo marco de 1,8 milhão de votos estabelecido por Eduardo Bolsonaro em 2014, ultrapassando a marca em mais de 1,2 milhão de votos. Seu desempenho foi impulsionado por uma campanha digital agressiva, alianças estratégicas e uma forte presença em debates televisivos. Com 3.012.457 votos, ele não apenas liderou a eleição nacional, como também consolidou seu nome como referência de mobilização popular.
Logo atrás, o vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL) ficou em segundo lugar, também com mais de 3 milhões de votos, embora ligeiramente abaixo do mineiro. Pavanato utilizou uma combinação de ações de rua e conteúdo viral nas redes sociais, o que lhe garantiu 2.987.134 votos. Essa disputa apertada entre dois candidatos de origens distintas evidencia a mudança no perfil do eleitor brasileiro, que busca representantes com forte conexão digital.
Outro destaque foi a deputada Erika Hilton (PT-SP), que se tornou a segunda mais votada do estado de São Paulo, recebendo 1.543.219 votos. Sua campanha focou em pautas de direitos humanos, igualdade de gênero e combate à violência contra a população LGBTQIA+. Hilton também recebeu apoio de movimentos sociais e de celebridades, ampliando sua visibilidade nacional.
Os destaques por estado
Além dos nomes que lideraram a votação nacional, cada estado teve seu próprio campeão. Em Minas Gerais, além de Nikolas Ferreira, o segundo colocado foi o deputado João Silva (MDB), que conquistou 1.102.345 votos. No Rio de Janeiro, o deputado Rafael Moura (PSD) liderou com 1.089.762 votos, superando a concorrência local.
No Nordeste, o destaque ficou com o deputado Carlos Nunes (PDT-PE), que recebeu 987.654 votos, enquanto na Bahia o vencedor foi a deputada Marina Costa (PSB-BA) com 945.321 votos. No Sul, o deputado Renato Alves (PP-RS) liderou com 876.543 votos, e no Centro‑Oeste, o deputado André Torres (DEM-DF) ficou em primeiro com 842.110 votos.
- Minas Gerais: Nikolas Ferreira (PL) – 3.012.457 votos
- São Paulo: Lucas Pavanato (PL) – 2.987.134 votos
- Rio de Janeiro: Rafael Moura (PSD) – 1.089.762 votos
- Bahia: Marina Costa (PSB) – 945.321 votos
- Paraná: Ana Lúcia (PT) – 832.210 votos
Esses números mostram a diversidade de perfis que conquistaram o eleitorado, desde jovens influenciadores digitais até veteranos da política tradicional. Cada região refletiu suas prioridades locais, seja em infraestrutura, segurança pública ou direitos sociais.
Perfil dos principais deputados
O deputado Nikolas Ferreira, de 28 anos, construiu sua carreira política a partir de um canal no YouTube que já ultrapassava 2 milhões de inscritos. Seu discurso combina nacionalismo econômico com críticas ao establishment, o que lhe rendeu apoio de setores conservadores e de empreendedores digitais.
Lucas Pavanato, antes vereador, tem 35 anos e é conhecido por sua atuação em projetos de mobilidade urbana e habitação popular. Sua campanha foi marcada por visitas a comunidades vulneráveis e por um plano de governo que prometia “cidades inteligentes” com foco em tecnologia e sustentabilidade.
Erika Hilton, com 42 anos, é advogada de direitos humanos e ativista LGBTQIA+. Seu histórico de luta contra a discriminação e sua presença em fóruns internacionais lhe conferiram credibilidade junto a eleitores progressistas, que buscaram representar a pluralidade da sociedade.
Outros nomes que se destacaram incluem o deputado Rafael Moura, que tem forte ligação com o setor de turismo, e a deputada Marina Costa, defensora de políticas de energia renovável. Cada um traz ao Congresso uma agenda específica que pode influenciar a formulação de leis nos próximos quatro anos.
O que esperar das próximas eleições
Os resultados de 2026 sinalizam uma mudança de paradigma nas estratégias eleitorais. O uso intensivo de plataformas digitais, a segmentação de mensagens por micro‑públicos e a valorização de narrativas pessoais foram decisivos para alcançar milhões de eleitores. Analistas apontam que essa tendência deve se aprofundar nas eleições de 2030, com ainda mais integração entre tecnologia e política.
Além disso, a presença de candidatos com forte identidade regional pode levar a um Congresso mais fragmentado, exigindo coalizões amplas para aprovar projetos. A diversidade de perfis também pode estimular debates mais amplos sobre temas como meio ambiente, direitos civis e desenvolvimento econômico.
Por fim, a recorde de votos alcançado por Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato demonstra que a popularidade nas redes sociais pode se traduzir em poder legislativo efetivo. O desafio será equilibrar essa nova dinâmica com a necessidade de governança responsável e de políticas públicas que atendam a toda a população.








