O instituto Datafolha iniciou, nesta terça‑feira (6), a primeira pesquisa que simula um segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026. A coleta de dados será concluída na quinta‑feira (8) e os resultados deverão ser divulgados ainda no mesmo dia, oferecendo um panorama imediato da corrida presidencial.
Detalhes da pesquisa
A entrevista coloca os dois candidatos frente a frente em um cenário de segundo turno, perguntando diretamente ao eleitor em quem pretende votar no dia 25 de outubro. Além da escolha explícita, a pesquisa investiga o grau de consolidação da decisão, distinguindo eleitores totalmente decididos daqueles que ainda podem mudar de opinião.
Outra camada da pesquisa avalia a rejeição dos candidatos, permitindo que o entrevistado indique se votaria com certeza, talvez ou de forma alguma em cada um dos nomes. Essa abordagem ajuda a mapear não apenas quem tem preferência, mas também quem tem aversão forte a algum dos concorrentes.
Metodologia e amostragem
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‑02949/2026 e será conduzido por meio de 2.520 entrevistas presenciais, realizadas em pontos de fluxo populacional nas cinco regiões do país. A amostra será estratificada por região geográfica, natureza dos municípios, gênero e faixa etária, com ajustes adicionais para escolaridade.
Os critérios de seleção incluem:
- Definição de localidades, bairros e pontos de abordagem de acordo com o fluxo de pessoas.
- Ponderação dos resultados por região, tipo de município e características demográficas.
- Amostragem aleatória dentro dos grupos estratificados para garantir representatividade.
A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Essa margem permite interpretações confiáveis dentro do padrão de pesquisas eleitorais brasileiras.
Expectativas dos eleitores
Além da intenção de voto, o Datafolha indaga sobre as motivações que levam o eleitor a escolher um candidato. As opções incluem votar por considerar a pessoa a melhor opção para a Presidência ou, principalmente, votar para impedir a vitória do adversário. Essa distinção revela se a corrida está sendo conduzida por afinidade política ou por estratégia de bloqueio.
O questionário também mede a expectativa de mudança na vida dos eleitores caso cada candidato vença. Cada respondente deve indicar se acredita que sua situação pessoal ficará melhor, igual ou pior sob a liderança de Lula ou de Flávio Bolsonaro.
Para quem já votou nas eleições de 2022, a pesquisa investiga se o eleitor participou do segundo turno daquele pleito e, em caso afirmativo, se apoiou Jair Bolsonaro ou Lula. Essa linha de questionamento permite analisar a persistência ou a mudança de comportamento eleitoral ao longo de quatro anos.
Impacto dos debates e avaliação do governo
O estudo ainda avalia a importância que os eleitores atribuem à participação dos candidatos em debates durante o segundo turno. As respostas podem ser “muito importante”, “pouco importante” ou “nada importante”. Em seguida, a pesquisa pergunta qual a chance de os debates provocarem mudança de voto, variando de “grande possibilidade” a “nenhuma possibilidade”.
Sobre a gestão atual, os entrevistados são convidados a classificar o governo Lula em cinco categorias – ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo – e a expressar aprovação ou desaprovação do desempenho do presidente. Esses indicadores complementam o panorama eleitoral ao oferecer uma leitura da avaliação do governo em curso.
Por fim, a pesquisa questiona se o eleitor compareceu às urnas no último domingo e, para quem votou, em qual candidato depositou o voto. Também são investigados os motivos da ausência de voto, com opções que variam desde “não tinha interesse” até “não consegui chegar ao local”.








